Haddad é substituído por Durigan na Fazenda
Luiz Inácio Lula da Silva exonera Fernando Haddad e nomeia Dario Durigan como novo ministro da Fazenda.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a saída de Fernando Haddad do cargo de ministro da Fazenda, conforme decreto publicado no Diário Oficial da União na sexta-feira, 20 de março de 2026. Dario Durigan foi nomeado para assumir a pasta.
Durigan ocupava a Secretaria Executiva da Fazenda desde junho de 2023, tendo substituído Gabriel Galípolo, que se tornou presidente do Banco Central. Durante sua trajetória, Durigan chegou a exercer interinamente a função de ministro em algumas ocasiões, demonstrando sua capacidade de liderança e conhecimento na área econômica.
A confiança que Haddad depositava em Durigan, aliada à aproximação do novo ministro com o presidente nos últimos meses, foram fatores decisivos para a sua nomeação. Essa mudança reflete uma estratégia do governo para manter a continuidade nas políticas econômicas em um momento de transição.
Na noite anterior à exoneração, o presidente do PT, Edinho Silva, anunciou Haddad como pré-candidato do partido ao governo de São Paulo nas eleições de 2026. O anúncio ocorreu no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, local emblemático para a trajetória política de Lula.
Haddad afirmou que não vê a disputa como um “sacrifício”, destacando a importância da candidatura para promover mudanças significativas na gestão estadual. Ele assume a pré-candidatura com a expectativa de fortalecer sua influência política e, ao mesmo tempo, preparar o terreno para uma futura disputa presidencial.
Desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023, Haddad estava à frente da economia. Com uma carreira que inclui a liderança do Ministério da Educação e a prefeitura de São Paulo, sua experiência será um trunfo na corrida eleitoral. A pré-candidatura é vista como um passo essencial para organizar a oposição ao senador Flávio Bolsonaro, que representa um dos principais desafios na disputa pelo governo paulista.
O Estado de São Paulo, com 34,4 milhões de eleitores, é considerado estratégico na corrida presidencial, e o PT acredita que a competição será intensa. A movimentação política em torno de Haddad indica a relevância da eleição para o futuro do partido e suas ambições no cenário nacional.
