Haddad se reúne com Lula em meio a crescente pressão para candidatura em SP, mas nega aceitação

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Pressão sobre Haddad aumenta, mas ministro nega aceitação de candidatura ao governo de SP.

A pressão para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se torne o candidato do PT ao governo de São Paulo intensificou-se recentemente. Informações circulavam de que ele já teria aceitado a proposta de Luiz Inácio Lula da Silva, mas ao final do dia, Haddad desmentiu essa possibilidade durante um jantar com o presidente.

Ele afirmou que não houve discussões sobre a candidatura durante sua recente viagem à Índia e à Coreia do Sul, enfatizando que não se tratou do tema em nenhum momento. A declaração foi feita em resposta a rumores que indicavam uma decisão já tomada sobre sua candidatura.

Durante a tarde, fontes próximas ao ministro sugeriram que Haddad havia concordado em concorrer contra a reeleição de Tarcísio de Freitas, atual governador de São Paulo. Após meses de negações, Haddad teria revelado a aliados que aceitaria o pedido de Lula, justificando que não poderia recusar um apelo do presidente.

Atualmente, Haddad é visto como um potencial sucessor de Lula no PT, especialmente com as eleições de 2030 em vista.

Palanques lulistas

Além do encontro com Haddad, Lula planeja se reunir com o senador Rodrigo Pacheco para finalizar os detalhes de sua candidatura ao governo de Minas Gerais. Essa estratégia visa consolidar palanques eleitorais em São Paulo e Minas, os dois maiores colégios eleitorais do Brasil.

O vice na chapa de Lula para o próximo mandato deve continuar sendo Geraldo Alckmin. Entretanto, a ascensão de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto tem gerado preocupações no governo, que reconhece a falha em não confrontar o senador adequadamente.

A cúpula do PT também observa que a reeleição de Tarcísio de Freitas pode estar em risco, especialmente após desentendimentos com seu secretário de Governo, Gilberto Kassab. Isso abre uma janela de oportunidade para Haddad iniciar sua pré-campanha e realizar articulações políticas.

Chapa sendo definida

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, está prevista para se filiar ao PT e concorrer ao Senado. A segunda vaga está em discussão, com Simone Tebet sendo uma das possibilidades, embora precise se desfiliar do MDB e mudar seu domicílio eleitoral.

Durante conversas na viagem à Índia, Lula expressou a Haddad a necessidade de um palanque forte em São Paulo, dado que o petista perdeu a eleição anterior para Tarcísio, mas obteve um bom desempenho na capital paulista, creditado a Haddad.

Dirigentes do PT se reuniram em São Paulo e definiram que Haddad precisa dar uma resposta ao partido até 10 de março. Nos bastidores, sua candidatura é considerada quase certa.

Lula também mencionou que contava com Pacheco para concorrer ao governo de Minas, indicando que as negociações estão avançadas.

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