Hugo Motta considera decisão de Flávio Dino sobre penduricalhos como positiva
Hugo Motta apoia suspensão de “penduricalhos” e discute reajuste de servidores
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, manifestou apoio à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que suspendeu o pagamento de benefícios adicionais, conhecidos como “penduricalhos”, a servidores públicos. Essa suspensão se aplica a todos os Três Poderes e visa garantir que os salários não ultrapassem o teto constitucional de R$ 46,3 mil.
Durante sua participação no CEO Conference Brasil 2026, evento realizado pelo banco BTG Pactual em São Paulo, Motta destacou a importância da decisão de Dino. Ele classificou a medida como “feliz” e uma oportunidade para fomentar debates sobre a questão salarial no serviço público.
O presidente da Câmara enfatizou que a discussão sobre a reforma administrativa e a necessidade de ajustes nos salários são demandas da sociedade. Ele afirmou: “Com a mesma coerência de quem defende a Reforma Administrativa, nós estamos aqui para dizer que a decisão do ministro Dino foi feliz. Nós vamos fazer essa discussão e esse debate, porque é isso que a sociedade cobra de nós.”
Além de apoiar a suspensão dos “penduricalhos”, Motta também se posicionou a favor do reajuste salarial para os servidores da Câmara. Ele argumentou que o aumento segue os mesmos critérios aplicados aos servidores do Judiciário e do Tribunal de Contas da União (TCU), visando evitar disparidades e garantir justiça entre as carreiras.
“Para não haver uma disparidade nas carreiras e também por justiça, assim como aprovamos o projeto de reajuste aos servidores do Judiciário, também teríamos que tratar do reajuste dos servidores da Câmara. Usamos o mesmo parâmetro que o presidente sancionou o projeto de aumento ao Judiciário, em torno de 8%”, declarou Motta.
O presidente da Câmara assegurou que a aprovação do reajuste foi realizada com critérios rigorosos e não impactou negativamente o orçamento. Ele esclareceu que a Câmara atuou com responsabilidade, desmentindo a ideia de que houve um aumento indiscriminado de despesas.
“Foi com essa coerência que nós aprovamos, e não esse trem da alegria que infelizmente foi passado de maneira errada para a sociedade. A Câmara teve critério, o projeto segue para a análise do presidente da República”, finalizou.