INSS interrompe empréstimo consignado do C6 após suspeitas de cobranças irregulares
INSS suspende novas averbações de crédito consignado do banco C6 após auditoria identificar irregularidades.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou a suspensão, a partir de 17 de outubro, da autorização para o banco C6 realizar novas averbações de crédito consignado. A decisão foi tomada após uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) revelar indícios de irregularidades em aproximadamente 320 mil contratos.
De acordo com o INSS, a prática identificada é considerada grave, pois compromete a margem consignável dos beneficiários e pode afetar sua renda alimentar. O instituto deixou claro que é proibida a inclusão de seguros e pacotes de serviços que reduzam o valor líquido disponível para os aposentados e pensionistas.
Em comunicado, o INSS reiterou que a adição de custos extras, como taxas administrativas e prêmios de seguros, é estritamente proibida. Essa regra visa proteger a integridade da margem consignável e, consequentemente, garantir a segurança financeira dos beneficiários.
A suspensão permanecerá em vigor até que todos os valores cobrados indevidamente em pacotes de serviços descontados dos benefícios sejam restituídos, com a devida correção monetária.
Com essa decisão, o INSS e a CGU intensificam suas ações contra irregularidades no mercado de crédito consignado, que já está sob investigação desde a descoberta de fraudes. Em dezembro de 2025, o instituto havia suspendido as averbações do Agibank, após uma auditoria que apontou graves irregularidades em contratos relacionados aos beneficiários do INSS.
A Operação Indébito, deflagrada nesta terça-feira, é um desdobramento das investigações em andamento. A Polícia Federal, em conjunto com a CGU, está cumprindo 19 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão e outras medidas cautelares em locais como Ceará e Distrito Federal.
Entre os alvos da operação está a deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE), que teve a imposição de uso de tornozeleira eletrônica determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.
