IT Forum Na Mata traz Thaís Trapp em debate sobre a compreensão do CIO pelo marketing
Transformações no marketing B2B são discutidas em evento de destaque
O segundo dia do IT Forum Marketing, realizado no Distrito Itaqui, trouxe à tona a importância da reputação de mercado, cultura organizacional e conexão com o cliente. Thaís Trapp, CMO e CMPO da Nava, liderou um painel que instigou os participantes a repensar o papel do marketing B2B, especialmente no que diz respeito à comunicação com líderes de tecnologia.
Trapp enfatizou que o marketing deve ser visto como uma parte essencial do negócio, e não apenas como um suporte. Ela ressaltou que a obsessão por funis de vendas eficazes se torna irrelevante quando as taxas de conversão são baixas. A executiva argumentou que a força da marca é tão crucial quanto as estratégias de desempenho, propondo uma discussão que vai além do preço e busca estabelecer confiança com os líderes de tecnologia, mesmo em períodos de baixa demanda.
O desafio de converter leads em confiança do CIO
A psicologia do CIO foi um dos pontos centrais da apresentação. Thaís observou que, embora esses profissionais sejam fundamentais nas estratégias B2B, muitas marcas falham em atender às suas necessidades reais. No ambiente corporativo, marcado pela pressão por resultados e inovação, a estabilidade é uma prioridade para os CIOs, fazendo com que a inovação desnecessária perca espaço para soluções que ofereçam segurança.
Empresas que se limitam a interagir apenas com leads tendem a competir apenas por preço, enquanto aquelas que se posicionam como parceiras de negócios têm a chance de conquistar a confiança, um ativo valioso em vendas complexas. A humanização da abordagem e a criação de narrativas que se conectem com os desafios diários desses líderes são fundamentais para o sucesso.
A simbiose entre marca empregadora e reputação de mercado
Em uma entrevista, Thaís Trapp compartilhou sua experiência ao assumir a diretoria de pessoas da Nava, um desafio que considera gratificante, mas exigente. Essa dupla responsabilidade permite alinhar a comunicação externa da empresa com a realidade interna, evitando a desconexão entre a narrativa e a prática organizacional.
Ela destacou a importância do employer branding na consultoria, onde as pessoas são o principal ativo. A experiência interna dos colaboradores reflete diretamente na percepção de mercado da marca. Com 200 vagas abertas em um mercado competitivo, Trapp enfatizou que qualquer falha na cultura organizacional pode ter um impacto significativo.
Gerir as diferentes frentes de marketing e recursos humanos, que possuem KPIs distintos, é um desafio que Thaís enfrenta. Enquanto o foco do marketing é demonstrar o valor da Nava, o setor de pessoas busca engajar uma equipe diversificada, muitas vezes influenciada pela cultura dos clientes. Curiosamente, ela acredita que vender uma ideia para um CIO é mais fácil do que engajar os colaboradores, devido à necessidade de alinhar diversas narrativas em torno de um projeto comum.
Para o futuro, Thaís estabeleceu metas claras para 2030, incluindo um objetivo de 80% de engajamento interno e a construção de uma marca respeitada no mercado, sinônimo de eficiência para os clientes.
