Jaques Wagner refuta ligação do PT com o caso Banco Master
Senador Jaques Wagner defende governo do PT em meio a polêmica sobre escândalo do Banco Master.
Durante a sessão da CPMI do INSS, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, rebateu críticas de Rogério Marinho, que associaram o escândalo do Banco Master à venda de uma rede de supermercados na Bahia.
Wagner destacou que a conexão do Banco Máxima com um grupo espanhol, que posteriormente se tornou o Banco Master, foi autorizada pelo Banco Central durante o governo de Jair Bolsonaro, desassociando o ocorrido de administrações anteriores.
O senador argumentou que a comparação apresentada em um vídeo na comissão distorce a realidade, lembrando que a rede de supermercados foi criada nos anos 1990 por governos do PFL, partido com o qual Marinho estava vinculado na época.
Ele mencionou que a empresa enfrentava prejuízos anuais de até R$ 80 milhões, tornando-se insustentável. Diante disso, o governo da Bahia decidiu vender a rede após duas tentativas de leilão sem interessados, optando pela venda direta a um fundo espanhol.
Wagner, que atuou como secretário de Desenvolvimento Econômico, afirmou que não conhecia o Banco Máxima na época da venda e que a negociação foi realizada unicamente com o fundo que adquiriu a rede e o “Cartão Sexta”, um benefício para servidores públicos.
Ele reforçou que a ligação do Banco Máxima ao grupo empresarial se deu sob autorização do Banco Central já no governo Bolsonaro, defendendo que não há relação entre a venda da rede e o escândalo atualmente investigado.
Por fim, Wagner criticou a tentativa de vincular o PT à situação, afirmando que a Polícia Federal não encontrou evidências que ligassem o governo do PT na Bahia ao escândalo do Banco Master, considerando a abordagem uma manobra política leviana.
