Julgamento de Carla Zambelli na Itália é suspenso e será retomado amanhã
Julgamento da extradição de Carla Zambelli é suspenso e será retomado nesta quinta-feira.
O julgamento que decidirá sobre a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, atualmente presa em Roma, foi suspenso nesta quarta-feira e deve ser retomado na quinta-feira.
A análise do caso teve início na terça-feira, marcando a fase decisiva para o futuro da ex-parlamentar. O advogado de Zambelli, Fabio Pagnozzi, informou que a audiência precisou ser adiada devido à complexidade do caso, com diversas questões levantadas tanto pela defesa quanto pela acusação.
A audiência de quarta-feira foi descrita como exaustiva, com a defesa apresentando muitos quesitos. A nova data para a continuação da audiência foi agendada para às 9h de quinta-feira, no horário local da Itália.
Na terça-feira, a Justiça italiana negou um pedido da defesa para alterar o colegiado de juízes que está analisando o pedido de extradição. Zambelli, que foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil, teve sua extradição solicitada após deixar o país, resultando em sua prisão na Itália.
A decisão sobre a extradição depende agora das autoridades judiciais italianas, que devem considerar a cidadania italiana da ex-parlamentar, um fator que pode complicar o processo.
Investigadores relataram que Zambelli foi localizada pelo adido da Polícia Federal em Roma, em colaboração com as autoridades locais. Sua prisão ocorreu no mesmo dia em que uma publicação relacionada ao caso foi divulgada, e desde então, ela permanece detida na capital italiana.
No Brasil, Zambelli já foi condenada duas vezes pelo STF. A primeira condenação resultou em uma pena de dez anos de prisão por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica, em conluio com um hacker. Ele alegou ter sido contratado por Zambelli para inserir documentos falsos no sistema do CNJ.
Após essa condenação, Zambelli deixou o Brasil e foi presa na Itália em uma operação conjunta entre a Polícia Federal e autoridades italianas. Em sua segunda condenação, recebeu uma pena de cinco anos e três meses de prisão, em regime semiaberto, por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, resultando na perda de seu mandato.
Seu envolvimento em um incidente durante as eleições de 2022, onde foi filmada empunhando uma arma enquanto perseguia um homem, gerou repercussão significativa. A parlamentar alega ter sido agredida durante o ocorrido, que culminou em um disparo de arma de fogo por seu grupo.
