Justiça sentencia 15 indivíduos por roubo de R$ 14 milhões em aeroporto no Rio Grande do Sul

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Justiça condena 15 envolvidos em assalto a avião em Caxias do Sul

A Justiça emitiu a sentença referente ao assalto ocorrido em junho de 2024 no aeroporto de Caxias do Sul, que resultou na morte de um sargento da Brigada Militar. A decisão foi publicada recentemente, no dia 9 de fevereiro de 2026.

No total, 15 pessoas foram condenadas, sendo que 14 delas receberam penas por envolvimento em organização criminosa, com reclusão variando de 11 anos e sete meses até 64 anos e oito meses. As acusações também incluíram latrocínio e uso de armamento de uso restrito.

O crime foi audacioso: um grupo de nove pessoas, disfarçadas de agentes da Polícia Federal e utilizando veículos com emblemas falsificados, invadiu a pista de pouso do aeroporto. Eles abordaram uma aeronave que transportava R$ 30 milhões da Caixa Econômica Federal, que ainda não haviam sido transferidos para o carro-forte.

Armados com armas de grosso calibre e explosivos, os assaltantes dominaram a equipe de segurança e conseguiram fugir, mas não sem antes trocarem tiros com a Brigada Militar, resultando na morte do sargento. O juiz Rodrigo Becker Pinto destacou a comprovação do roubo de R$ 14,4 milhões durante o ataque.

Antes do assalto, os criminosos escondiam suas armas em propriedades em Alvorada e Igrejinha. O juiz também ressaltou que os condenados possuíam ligações com as duas facções criminosas mais poderosas do Brasil: o PCC e o Bala na Cara, sugerindo que o assalto foi meticulosamente planejado e executado em conjunto.

O juiz concluiu que os réus formavam uma organização criminosa composta por membros experientes de diferentes facções, que utilizaram suas habilidades e recursos para perpetrar o crime em questão.

Confira como ficaram as penas:

Para comunicação falsa de crime, um homem foi condenado a um mês de detenção. No caso de organização criminosa, um homem e uma mulher receberam penas de reclusão de sete anos, dez meses e 15 dias.

Quatro homens, envolvidos em organização criminosa e adulteração de sinal identificador de veículos, foram condenados a penas que variam de 11 anos, sete meses e 15 dias a 15 anos, cinco meses e quatro dias.

Nove homens foram condenados por associação a organização criminosa, latrocínio, adulteração de sinal identificador de veículos, uso de explosivos, falsificação de sinal público e posse ilegal de arma de fogo. As penas deles variam de 48 anos, oito meses e 15 dias a 64 anos, oito meses e um dia.

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