Kassab defende importância de alternativas na polarização política em relação ao PSD

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Kassab destaca desafios do PSD nas eleições de 2026 e critica emendas impositivas

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, reconheceu as dificuldades do partido e do pré-candidato a presidente da República, Ronaldo Caiado, em superar a polarização entre os principais candidatos nas eleições de 2026. Ele enfatizou que, mesmo diante de um cenário desafiador, é crucial apresentar uma alternativa, mesmo que isso signifique uma derrota no primeiro turno.

Durante sua participação no 12º Brazil Investment Forum, em São Paulo, Kassab afirmou que a presença de uma alternativa é fundamental. Ele destacou que, caso a candidatura de Caiado avance para o segundo turno com apenas 15% dos votos, o partido estaria disposto a apoiar outro candidato com base em propostas concretas.

Para demonstrar a competitividade do PSD, Kassab estabeleceu uma meta de 10% nas pesquisas eleitorais para Caiado até o final de junho e início de julho, quando a campanha eleitoral começará efetivamente. Ele acredita que a estratégia para aumentar a média atual de 3% para dois dígitos envolve conquistar votos de eleitores que rejeitam os principais adversários e aqueles que optam por votar em branco ou nulo.

O líder partidário ressaltou que a rejeição aos candidatos Lula e Flávio Bolsonaro é significativa, com cerca de 40% dos eleitores não desejando apoiar nenhum dos dois. Kassab acredita que a diminuição dos votos em branco e nulo é possível por meio de propostas que atendam às necessidades dos eleitores.

Além disso, Kassab criticou o sistema atual de emendas impositivas no Congresso Nacional, afirmando que essa prática, criada durante o governo de Jair Bolsonaro e mantida por Lula, prejudica a credibilidade da política. Ele prometeu que, em um eventual governo de Caiado, essa forma de atendimento aos parlamentares será eliminada.

O presidente do PSD argumentou que a maioria dos recursos orçamentários é direcionada a questões paroquiais, como eventos e obras menores, em vez de serem investidos em infraestrutura e políticas públicas mais abrangentes. Ele destacou que aproximadamente R$ 60 bilhões são gastos anualmente com emendas parlamentares impositivas, um valor que poderia ser melhor utilizado pelas prefeituras.

Kassab também previu que, caso Lula ou Flávio Bolsonaro sejam eleitos, eles manterão uma base fisiológica que garantirá sua governabilidade, sem eliminar as emendas impositivas. Ele defendeu que qualquer presidente legitimado pelas urnas poderia acabar com esse sistema, mas expressou ceticismo em relação à disposição de Lula e Flávio para fazê-lo.

Por fim, Kassab propôs mudanças na legislação, incluindo a adoção do voto distrital e reformas no Judiciário, como a imposição de uma idade mínima de 60 anos para ministros em Tribunais Superiores. Ele concluiu afirmando que os três poderes enfrentam problemas e que a falta de credibilidade das lideranças políticas contribui para a desconfiança da sociedade.

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