Kassab reafirma compromisso com o voto distrital

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Kassab defende mudança para sistema eleitoral distrital e critica emendas parlamentares.

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, reafirmou a posição do partido em favor da mudança do sistema eleitoral proporcional para o distrital. Ele destacou que o debate sobre essa proposta avançou consideravelmente nos últimos anos e que a tramitação no Congresso deve ganhar impulso nas próximas semanas.

Em entrevista, Kassab mencionou que é provável que, nos próximos dois meses, o presidente da Câmara, Hugo Motta, comece a formar a comissão responsável por encaminhar o projeto. Ele acredita que a votação e aprovação da proposta ainda este ano são viáveis, uma vez que a nova regra só entraria em vigor em 2030, não afetando as eleições atuais.

Atualmente, os deputados e vereadores são eleitos pelo sistema proporcional, que considera o desempenho dos partidos e coligações. No modelo distrital, os eleitores votam em candidatos de distritos específicos, e o candidato mais votado de cada região assegura a vaga. Kassab enfatizou que a implementação do voto distrital é essencial para aumentar a legitimidade dos parlamentares, já que muitos eleitores não se lembram em quem votaram, e os eleitos frequentemente não retornam à sua região.

Além disso, Kassab propôs mudanças na forma como as agências reguladoras são indicadas. Ele argumentou que é necessário “elevar o sarrafo” na escolha dos indicados, pois, segundo ele, essas instituições se tornaram dependentes da política, o que prejudica a qualidade das concessões no país.

O dirigente também criticou o atual volume de recursos destinados a emendas parlamentares, considerando-o excessivo. Kassab questionou o modelo de distribuição e afirmou que com os R$ 70 bilhões alocados para emendas seria possível construir duas linhas de metrô por ano em São Paulo. Ele defendeu que, caso o mecanismo permaneça, deve haver mais transparência e vinculação a programas do governo federal.

Recentemente, um levantamento revelou um aumento significativo nas despesas da Câmara com viagens oficiais, impulsionado por mais missões internacionais e reajustes nas diárias. As cidades de Lisboa, Nova York e Londres estão entre os principais destinos financiados pela Câmara.

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