Lula alerta sobre a necessidade de evitar avanços neoextrativistas em relação às terras-raras

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Cooperação entre países ricos em recursos minerais é essencial, afirma Lula.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da colaboração entre países da América Latina e da África que possuem recursos minerais, enfatizando a necessidade de agregar valor aos territórios e evitar práticas neoextrativistas. A declaração foi feita durante o 1º Fórum Celac-África, realizado na Colômbia.

Desde 2025, Brasil e Estados Unidos estão em negociações para a exploração de minerais raros no país. No entanto, o governo brasileiro tem resistido à pressão dos EUA, com Lula afirmando que não aceitará apenas a exportação desses minerais críticos, exigindo que a commodity seja processada internamente.

Recentemente, o encarregado de Negócios dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, mencionou que o governo aguarda uma resposta formal sobre a possível exploração de terras raras. Esses minerais são considerados insumos estratégicos para a transição energética e digital, sendo utilizados em diversas tecnologias, como baterias e equipamentos militares.

A disputa global por terras raras tem se intensificado, especialmente em meio à rivalidade entre Estados Unidos e China. O Brasil, que possui a segunda maior reserva mundial desses minérios, tem um papel crucial nesse cenário geopolítico.

TECNOLOGIA

No mesmo discurso, Lula abordou a relevância do desenvolvimento tecnológico, incluindo a inteligência artificial, para os países participantes do fórum. Ele enfatizou que o investimento em infraestrutura digital é fundamental para superar as carências tecnológicas das regiões.

O presidente também mencionou o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (Pbia), que destina US$ 20 milhões para projetos conjuntos com a África e a América Latina, além de US$ 10 milhões para a utilização da infraestrutura brasileira.

Lançado durante a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, o Pbia prevê um investimento de R$ 23 bilhões ao longo de quatro anos em iniciativas relacionadas à inteligência artificial.

Lula destacou que a cooperação internacional deve ser alinhada à governança digital e aos direitos fundamentais, afirmando que a regulação do mundo digital deve ser vista como um instrumento de inclusão e proteção das pessoas. Ele também mencionou que o Brasil está atualizando sua legislação em relação à soberania digital, citando a nova lei, ECA Digital, que entrou em vigor recentemente e visa proteger as crianças no ambiente digital.

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