Lula celebra acordo entre Mercosul e União Europeia como uma vitória do diálogo
Aprovação do acordo entre União Europeia e Mercosul é comemorada por Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou a recente aprovação do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, confirmada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A decisão, anunciada na tarde desta sexta-feira, foi recebida com entusiasmo pelo mandatário brasileiro, que a considerou uma “vitória do diálogo”.
Lula destacou que o acordo representa não apenas benefícios econômicos para ambas as regiões, mas também uma importante sinalização em prol do comércio internacional. O presidente brasileiro desempenhou um papel ativo nas negociações, buscando a conclusão do pacto durante a presidência do Brasil no bloco sul-americano no ano passado. Para ele, o acordo era uma prioridade.
O presidente classificou o dia como “histórico para o multilateralismo”, lembrando que a negociação durou 25 anos até a sua finalização. Ele ressaltou que o tratado, um dos maiores de livre-comércio do mundo, une dois blocos que juntos representam 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões.
O conceito de multilateralismo, enfatizado por Lula, refere-se à cooperação entre vários países para promover interesses comuns nas relações internacionais. Essa abordagem contrasta com o unilateralismo, onde um país age de forma isolada, e com o bilateralismo, que envolve apenas duas nações.
Próximos Passos
Com a confirmação do resultado, Ursula von der Leyen planeja viajar ao Paraguai na próxima semana para ratificar o acordo com os países-membros do Mercosul, que incluem Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Os países do Mercosul também precisarão aprovar o documento final em seus parlamentos, embora a entrada em vigor do acordo seja individual, permitindo que cada país avance sem depender da aprovação dos outros três.
Após anos de negociações e um período recente de tensões políticas, a maioria qualificada de países da União Europeia finalmente deu o aval ao tratado de livre-comércio com o Mercosul. Essa decisão abre caminho para a assinatura do acordo, mesmo diante de protestos de agricultores e críticas de governos, como o da França.
