Lula critica práticas nefastas da inteligência artificial durante visita à Índia

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Presidente Lula defende maior participação da ONU na regulamentação da Inteligência Artificial.

Em seu primeiro discurso durante a visita à Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou preocupações significativas relacionadas ao desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA).

Lula enfatizou que o atual cenário tecnológico propicia práticas prejudiciais, como discursos de ódio, feminicídio e pornografia. Para ele, a Organização das Nações Unidas (ONU) deve assumir um papel central na regulamentação desse setor emergente.

O presidente reconheceu a importância dos fóruns globais, mas argumentou que a ONU é a única entidade com a capacidade de guiar o uso da IA em direção ao desenvolvimento e à inclusão social.

De acordo com Lula, o mundo enfrenta uma encruzilhada no que diz respeito ao uso da IA, e o retrocesso do multilateralismo entre as nações está afastando-as do potencial de “bem-estar coletivo” que a tecnologia pode oferecer.

Ele destacou que a regulamentação das grandes empresas de tecnologia é essencial para mitigar os riscos que a IA representa para a democracia. O modelo de negócios dessas empresas, segundo Lula, fomenta o radicalismo político e amplifica a desinformação.

“Conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial distorcem processos eleitorais e põem em risco a democracia”, afirmou o presidente durante a Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial em Nova Délhi.

Um dos objetivos de Lula na Índia é trazer os países do Sul Global para o centro das discussões sobre IA. O governo brasileiro busca evitar que a história da energia nuclear se repita, onde países ricos formaram um “clube dos responsáveis”, excluindo nações em desenvolvimento do acesso às tecnologias.

A Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial conta com a presença de representantes de 50 países e cerca de 40.000 participantes, incluindo líderes de empresas renomadas como Google, OpenAI, Nvidia e DeepMind, além do secretário-geral da ONU, António Guterres.

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