Lulinha movimenta R$ 19,5 milhões em quatro anos, revelam extratos

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Quebra de sigilo bancário de Lulinha revela movimentação de R$ 19,5 milhões em quatro anos.

A quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, revelou uma movimentação financeira de R$ 19,5 milhões entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026. Os dados foram obtidos pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga fraudes previdenciárias.

A investigação está focada em apurar se Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu valores de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, no esquema que ficou conhecido como “Farra do INSS”.

No dia 26 de fevereiro, a CPMI aprovou a quebra de sigilos fiscais, bancários e telemáticos de Lulinha, permitindo o acesso a movimentações financeiras que podem esclarecer a origem e o destino dos recursos mencionados em mensagens interceptadas.

O relatório detalha o fluxo financeiro de Fábio Luís, que realizou 1.531 operações bancárias durante o período analisado. O total de R$ 19,5 milhões abrange entradas, saídas e transferências entre suas contas, com créditos totalizando R$ 9,77 milhões e retiradas de R$ 9,75 milhões.

Além disso, Lulinha recebeu três depósitos do pai, que somaram R$ 721.000, entre 2022 e 2023. Em dezembro de 2023, no mesmo dia em que recebeu um desses depósitos, ele depositou um cheque de R$ 157.000 assinado por Paulo Tarcísio Okamotto, atual diretor do Instituto Lula. Entre os créditos identificados, constam valores de uma empresa na qual sua esposa, Renata de Abreu Moreira, é sócia.

De acordo com os extratos, a maior parte dos créditos, R$ 4,4 milhões, provém de resgates de fundos de investimento, enquanto R$ 1,2 milhão corresponde a consórcios, previdência, seguros e transações não identificadas.

Transferências a donos de sítio em Atibaia

O relatório também menciona transferências de Lulinha para ex-sócios, incluindo 17 transações para Jonas Leite Suassuna Filho, totalizando R$ 704.000, e outras 15 para Kalil Bittar, que somam R$ 750.000. Suassuna Filho é proprietário do sítio em Atibaia (SP) que foi associado ao presidente Lula e que esteve no centro de um dos processos da Operação Lava Jato.

Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com a pena de 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão, relacionada a vantagens indevidas recebidas de construtoras para reformas no sítio. O presidente sempre negou as acusações.

Quebra de sigilo suspensa

Após a divulgação dos dados, o ministro do STF, Flávio Dino, suspendeu as quebras de sigilo aprovadas pela CPMI. Ele argumentou que, ao determinar a quebra de sigilo, CPIs e CPMIs assumem um papel semelhante ao de um juiz, devendo observar os mesmos deveres e fundamentação técnica.

Antes da CPMI, o ministro André Mendonça já havia autorizado a abertura dos dados bancários de Lulinha a pedido da Polícia Federal, o que gerou um contexto de investigações mais amplas.

Outro lado

Em resposta, a defesa de Lulinha declarou que o vazamento das informações sobre a movimentação financeira configura “crime grave”. Em nota, a defesa afirmou não ter acesso aos documentos divulgados e que qualquer vazamento seria comunicado às autoridades competentes.

A defesa ressaltou que os valores mencionados são provenientes de fontes de renda legítimas e que os movimentos financeiros registrados são legais, sem qualquer ligação com fraudes do INSS. Além disso, a defesa planeja comunicar o STF e a presidência do Congresso sobre o vazamento de dados.

O conteúdo divulgado pela defesa enfatiza que a soma das movimentações financeiras não reflete necessariamente valores líquidos e que a análise deve ser feita com atenção às transações específicas, não apenas aos totais apresentados.

Por fim, a defesa criticou a publicização dos dados sig

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