Macron expressa apoio à Groenlândia em idiomas groenlandês e dinamarquês
Macron reafirma apoio à Groenlândia em pronunciamento trilingue.
O presidente da França manifestou seu apoio à Groenlândia em um pronunciamento realizado em groenlandês e dinamarquês, reafirmando a solidariedade da França com o território autônomo e a Dinamarca.
Durante a cerimônia, que contou com a presença dos primeiros-ministros da Groenlândia e da Dinamarca, Macron enfatizou que a França se posiciona ao lado dos dois países diante da pressão dos Estados Unidos, que busca maior controle sobre a região.
“A Groenlândia não está à venda nem deve ser tomada. Os groenlandeses decidirão o seu futuro”, declarou Macron em groenlandês, reforçando a importância da autodeterminação do povo groenlandês. Ele complementou em dinamarquês que “a França continuará unida ao Reino da Dinamarca”.
O presidente francês também destacou, em francês, que a França estará ao lado da Groenlândia e da Dinamarca “ontem, hoje e amanhã”, sublinhando o compromisso contínuo do país com a segurança e a integridade territorial da região.
O pronunciamento ocorreu após uma reunião no Palácio do Eliseu, em Paris. A Groenlândia, que é um território autônomo sob a soberania da Dinamarca, tem sido objeto de interesse estratégico por várias potências ao longo da história, especialmente devido à sua localização geográfica e recursos naturais.
Macron, que foi visto usando óculos escuros durante o evento, explicou que isso se deve a uma hemorragia subconjuntival, uma condição ocular que pode deixar os olhos avermelhados, e que não representa um problema de saúde sério.
Antes da reunião, o presidente francês expressou a importância de fortalecer a defesa no Ártico, citando a crescente presença militar da Rússia e a influência econômica da China na região. Ele destacou a necessidade de uma postura defensiva mais robusta para enfrentar esses desafios estratégicos.
Interesse dos EUA na Groenlândia
A busca dos Estados Unidos por controle sobre a Groenlândia não é uma novidade, tendo sido manifestada anteriormente por Donald Trump, que expressou interesse em adquirir a ilha durante seu primeiro mandato. Recentemente, ele reiterou essa intenção, sugerindo que, se não fosse possível obter a Groenlândia de maneira amigável, poderia haver outras abordagens.
A intenção de Trump de controlar a Groenlândia levanta questões sobre a segurança nacional dos EUA, com o ex-presidente argumentando que a ilha é crucial para afastar a “ameaça russa”. Ele mencionou projetos de defesa, como o Domo de Ouro, que custariam bilhões de dólares.
Além de considerações militares, há também propostas de compra da Groenlândia e de incentivos financeiros diretos aos seus habitantes, o que gerou reações negativas tanto na Groenlândia quanto na Dinamarca.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, reafirmou recentemente que o território deseja continuar vinculado à Dinamarca, deixando claro que não há interesse em uma aliança com os EUA.