Manifestos pelo Brasil pedem justiça pela morte do cão Orelha em atos realizados neste domingo

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Protestos em diversas capitais e cidades brasileiras reúnem ativistas, protetores de animais e população para exigir responsabilização pelos maus-tratos que vitimaram o animal

Centenas de pessoas saíram às ruas de várias cidades brasileiras neste domingo (1º de fevereiro) para participar de manifestações em defesa dos direitos dos animais e em protesto pela morte do cão comunitário conhecido como Orelha — episódio que ganhou grande repercussão e indignação nacional após a divulgação de imagens e relatos sobre violência que levou à sua eutanásia.

Em São Paulo, grupos de defensores dos animais e cidadãos sensibilizados pelo caso se reuniram pela manhã em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), na Avenida Paulista, no tradicional ponto de manifestações da capital paulista, com cartazes, faixas e mensagens cobrando “Justiça por Orelha” e a punição dos responsáveis pelo crime.

Mobilização em várias regiões do país

As manifestações não se limitaram à capital paulista. Em Brasília, o protesto começou no Parque Dog, no setor Sudoeste, na tarde de sábado (31), seguindo as orientações dos organizadores para simbolizar luto e resistência à violência contra animais.

No Rio de Janeiro, diferentes atos foram organizados ao longo do dia na zona sul da cidade, com concentração no Aterro do Flamengo e em pontos de Copacabana, unindo protetores de animais e a sociedade civil em um chamamento por justiça e legislação mais dura contra maus-tratos.

Em Florianópolis (SC), onde o cão Orelha vivia na Praia Brava e sofreu as agressões que culminaram em sua morte, moradores e ativistas se reuniram no trapiche da Avenida Beira Mar Norte, também neste domingo, reforçando a conexão emocional com o caso e exigindo celeridade nas investigações conduzidas pela Polícia Civil de Santa Catarina.

Outras cidades e capitais como Salvador (BA) e Fortaleza (CE) também registraram atos, reunindo adeptos da causa animal pela manhã nas principais praças e avenidas locais. Em Natal (RN), uma manifestação apartidária com concentração na Praça da Árvore, em Mirassol, convocou pessoas de diferentes segmentos sociais por maior proteção aos animais e responsabilização legal de agressores.

O caso que motivou a mobilização

O cão Orelha era um animal comunitário querido pelos moradores da Praia Brava, em Florianópolis, que o alimentavam e cuidavam coletivamente. Em janeiro, o animal foi encontrado com ferimentos graves na cabeça após sofrer maus-tratos, e a extensão dos machucados levou à necessidade de eutanásia por um médico veterinário, causando forte comoção pública e debates sobre violência contra animais.

Quatro adolescentes estão sendo investigados pela Polícia Civil de Santa Catarina por maus-tratos que resultaram na morte do cão. Desde que o caso veio a público, organizações de defesa animal, artistas e autoridades políticas manifestaram repúdio e cobraram avanços nas apurações, além de propor debates sobre endurecimento da legislação de proteção animal no Brasil.

Repercussão, petições e debates nas redes

A repercussão sobre o caso não se restringe aos protestos de rua. Nas redes sociais e plataformas online, circulam petições e mobilizações digitais pedindo justiça e mudanças legais, reforçando a pressão pública sobre autoridades e instituições para que a responsabilização dos envolvidos seja efetiva e dissuasiva.

Enquanto muitos manifestantes e protetores consideram a série de atos uma expressão legítima de indignação e luta por direitos dos animais, a amplitude da mobilização também provocou debates sobre prioridades legais, aplicação da maioridade penal e a necessidade de políticas públicas mais firmes de proteção animal.

Foto: Fraga Alves/Metropoles

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