Marinheiro expõe localização de porta-aviões francês ao esquecer app de exercícios ligado, afirma jornal

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Marinheiro francês vaza localização de porta-aviões durante corrida no mar.

Em um cenário de conflito, a localização precisa das forças inimigas é crucial para a estratégia militar. No entanto, um marinheiro francês inadvertidamente expôs a posição do porta-aviões Charles de Gaulle ao não desativar seu aplicativo de rastreamento de atividades enquanto corria. A situação foi revelada recentemente por um veículo de comunicação francês.

No dia 13 de março, às 10h35, o marinheiro correu cerca de 7 quilômetros em 35 minutos enquanto estava a bordo do navio. O uso de um relógio conectado ao aplicativo de exercícios não apenas registrou seu desempenho, mas também divulgou a localização quase exata da embarcação no mar Mediterrâneo, a noroeste de Chipre e a aproximadamente 100 quilômetros da costa turca.

A presença do grupo aeronaval francês na região não era desconhecida, pois o presidente Emmanuel Macron havia anunciado o envio da força poucos dias após o início do conflito no Oriente Médio. Contudo, a exposição da localização exata do porta-aviões é considerada uma grave imprudência em um contexto geopolítico tão delicado.

Recentemente, a França confirmou sua primeira baixa no conflito, com a morte do suboficial Arnaud Frion, que foi atingido por um ataque de grupos pró-Irã na região de Erbil, no Iraque. Além disso, algumas bases francesas já foram alvo de mísseis iranianos, aumentando a tensão na área.

Através do perfil do marinheiro, foi possível rastrear os movimentos do porta-aviões e de sua escolta nas semanas anteriores. Em fevereiro, havia registros de atividades próximas à costa francesa, seguidos por uma escala em Copenhague. Em 13 de março, a localização do navio foi confirmada por imagens de satélite, mostrando seu formato característico.

O trajeto registrado pelo relógio do marinheiro indicava que ele estava correndo a bordo de uma embarcação em movimento. A diferença de cerca de 6 quilômetros entre sua corrida e a posição do porta-aviões pode ser atribuída ao deslocamento do navio ou à possibilidade de que o oficial estivesse em uma das embarcações de escolta. Independentemente da explicação, a divulgação pública das atividades foi suficiente para comprometer a segurança do grupo naval.

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