Marketing B2A revoluciona a audiência com proposta de conteúdo inteligente, afirma Forrester
Inteligência Artificial transforma estratégias de marketing com novo modelo B2A.
A inteligência artificial (IA) não apenas co-cria conteúdos, mas também se torna uma audiência estratégica para as marcas, conforme apontam analistas em um recente relatório.
Os especialistas destacam que a lógica tradicional de conteúdo criado por humanos para humanos está sendo substituída por um ecossistema onde agentes inteligentes também consomem e interpretam informações.
A proposta é expandir o modelo clássico de marketing B2B e B2C para incluir o B2A, ou business-to-agent. Isso implica estruturar conteúdos que não apenas impactem as pessoas, mas que também sejam compreendidos e priorizados por sistemas de IA que intermediam jornadas digitais.
Atualmente, muitas empresas estão acelerando investimentos em IA generativa. No setor B2B, quatro em cada cinco organizações já utilizam ou estão implementando tecnologias de IA para finalidades relacionadas a conteúdo. No B2C e na publicidade, mais da metade dos decisores planeja aumentar os investimentos em materiais gerados por usuários e influenciadores.
No entanto, líderes digitais enfrentam desafios para converter esses esforços em resultados tangíveis. Parte do problema é atribuída à dependência de processos fragmentados e repositórios desconectados, além de fluxos operacionais manuais. Recursos de IA integrados a sistemas de gestão de conteúdo e ativos digitais não são suficientes para solucionar esses desafios estruturais.
A produção em larga escala por meio de algoritmos também eleva riscos, como inconsistência de marca, problemas de compliance e disseminação de desinformação. Além disso, o aumento da geração automática de conteúdo pode resultar em custos mais altos de armazenamento em nuvem e uso de tecnologias baseadas em IA.
Conteúdo inteligente
Para enfrentar esses desafios, surge o conceito de “conteúdo inteligente”, que combina criatividade humana, inteligência artificial e dados. Esse modelo visa criar experiências dinâmicas que aprendem e se ajustam em tempo real.
Diferente da personalização tradicional, o conteúdo inteligente otimiza-se constantemente, reagindo a sinais contextuais e interações dos usuários.
Três características centrais definem esse novo modelo. A primeira é a dinamicidade, onde o conteúdo se adapta durante o consumo, levando em conta diversas variáveis. A segunda é a infraestrutura tecnológica, que serve como base para modelos abstratos e camadas agentivas. A terceira é a cocriação entre humanos e máquinas, onde profissionais definem estratégias enquanto algoritmos realizam a geração e otimização em larga escala.
Nesse novo cenário, designers e criadores não apenas produzem peças finais, mas também estruturam bibliotecas de padrões e diretrizes que possibilitam variações automatizadas, mantendo a identidade da marca.
Os analistas alertam que empresas que focarem apenas na produção de conteúdo para humanos podem perder relevância em ambientes digitais mediados por IA. Por outro lado, aquelas que implementarem sistemas com governança clara e integração de dados estarão mais bem posicionadas para se destacar na economia digital.
O estudo recomenda que as empresas comecem a estruturar conteúdos que combinem apelo emocional para humanos e organização semântica para máquinas, além de estabelecer parâmetros de precisão e conformidade para agentes automatizados.
