Meta enfrenta acusações de expor nudez e dados de usuários através de vídeos de óculos inteligentes

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Meta enfrenta processo por violação de privacidade com óculos inteligentes.

A Meta está sendo processada por supostamente expor pessoas em situações íntimas ao permitir que funcionários terceirizados acessem imagens geradas por seus óculos inteligentes.

As imagens em questão incluem registros de pessoas em banheiros e em relações sexuais, além de detalhes de dados bancários e mensagens privadas, levantando sérias preocupações sobre a privacidade dos usuários.

Um processo foi aberto em um tribunal da Califórnia, alegando que a Meta violou leis de privacidade e fez propaganda enganosa sobre a segurança de seus produtos.

A ação legal foi iniciada na quarta-feira (4), logo após uma reportagem da imprensa sueca que revelou a rotina de trabalhadores encarregados de analisar essas imagens.

Esses trabalhadores, conhecidos como “anotadores de dados”, são responsáveis por ensinar a inteligência artificial da Meta a identificar objetos e situações, mas também são expostos a conteúdos sensíveis.

“Em alguns vídeos, você pode ver alguém indo ao banheiro ou se despindo. Acho que eles [usuários] não sabem, porque, se soubessem, não estariam gravando,” disse um funcionário.

Além disso, um outro trabalhador relatou ter visto um vídeo em que um homem sai do quarto enquanto sua esposa troca de roupa. Outro funcionário mencionou a presença de cenas de sexo filmadas com os óculos inteligentes.

A Meta, em seus termos de uso, admite que as interações dos usuários podem ser analisadas, incluindo o conteúdo de conversas e mensagens. A empresa afirma que as imagens são borradas antes da revisão para proteger a privacidade, embora fontes indiquem que essa proteção nem sempre é eficaz.

O processo alega que os óculos foram comercializados como dispositivos que garantem a privacidade dos usuários, contradizendo as experiências relatadas pelos trabalhadores.

O Escritório do Comissário de Informações do Reino Unido também está buscando informações da Meta, enfatizando que dispositivos que processam dados pessoais devem garantir transparência e controle para os usuários.

“Os provedores de serviços devem explicar claramente quais dados são coletados e como são usados,” afirmou o ICO, expressando preocupação com as alegações.

A Meta defende que processa as imagens dos óculos de acordo com seus termos de serviço e destaca que os dispositivos não gravam continuamente, mas apenas após um comando específico do usuário.

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