Meta investe milhões de dólares para promover a imagem positiva dos data centers

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Meta investe em campanha publicitária para promover data centers nos EUA.

A Meta, empresa controladora do Facebook, destinou US$ 6,4 milhões a uma campanha publicitária entre novembro e dezembro do ano passado. O objetivo é convencer o público americano sobre os benefícios de seus data centers, que foram retratados em anúncios veiculados em oito capitais estaduais e em Washington, D.C.

Os anúncios apresentavam imagens idealizadas de cidades americanas que teriam sido revitalizadas pelas instalações da Meta. Contudo, a crescente rejeição social à instalação de data centers, especialmente os dedicados à inteligência artificial, é um fator que preocupa a empresa, devido ao impacto no consumo excessivo de recursos como eletricidade e água.

A campanha

Os anúncios destacavam histórias emocionantes de localidades como Altoona, Iowa, e Los Lunas, Novo México, onde a Meta opera seus data centers. Com trilhas sonoras suaves e imagens de comunidades, os vídeos prometiam a geração de empregos e prosperidade para as regiões. A narração enfatizava a importância desses investimentos para o futuro local.

Especialistas indicam que a Meta pode ter utilizado essa estratégia publicitária para influenciar decisões políticas e atrair a atenção de legisladores. Embora a empresa tenha afirmado que cobre todos os custos de energia de seus data centers, não se manifestou especificamente sobre a campanha publicitária.

Meta não está sozinha

Outras grandes empresas de tecnologia também estão promovendo iniciativas semelhantes. A Amazon, por exemplo, está financiando uma campanha na Virgínia através de uma organização sem fins lucrativos. Além disso, operadoras como Digital Realty, QTS e NTT Data estão intensificando esforços para defender a construção de novas instalações.

Resistência

A resistência social nos Estados Unidos resultou no cancelamento de projetos multimilionários em estados como Oregon, Arizona e Virgínia. O senador Chris Van Hollen destacou que a questão se tornou uma prioridade no Capitólio, especialmente após reclamações de eleitores sobre o aumento nas contas de luz.

Recentemente, Van Hollen apresentou um projeto de lei para regulamentar o consumo de energia dos data centers. O tema ganhou ainda mais destaque quando figuras políticas, como o ex-presidente Donald Trump, expressaram a necessidade de que as grandes empresas de tecnologia arcam com os custos de suas operações.

Conta de luz

Os data centers são considerados essenciais para o desenvolvimento da inteligência artificial, mas a crescente tensão social em torno de sua instalação é evidente. Nos últimos cinco anos, o preço da eletricidade em áreas próximas a grandes concentrações de data centers aumentou significativamente, com alguns locais registrando elevações de até 267%.

A pesquisa indica que 70% dos aumentos nos preços da eletricidade ocorreram em regiões a menos de 80 quilômetros de data centers. A demanda por energia dessas instalações deve dobrar até 2035, representando o maior aumento desde a década de 1960.

O que nos espera?

As previsões apontam que os data centers poderão consumir mais de 4% da eletricidade mundial até 2035. Caso fossem considerados um país, seriam o quarto maior consumidor de energia, atrás apenas de China, Estados Unidos e Índia. Para enfrentar essa demanda crescente, as grandes empresas de tecnologia estão explorando soluções inovadoras, como reatores nucleares modulares e a possibilidade de enviar data centers para o espaço.

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