Milho brasileiro pode acumular no mercado interno sem embarques para o Irã
Conflitos no Oriente Médio afetam exportações de milho do Brasil.
Os impactos da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel reverberam no agronegócio brasileiro, especialmente na exportação de milho. O Irã se consolidou nos últimos anos como um dos principais compradores do cereal brasileiro.
Em 2025, o país do Oriente Médio adquiriu aproximadamente 9 milhões de toneladas da commodity, correspondendo a 22% dos embarques brasileiros. Apenas em janeiro deste ano, essa participação cresceu para cerca de 30% de todo o milho exportado pelo Brasil.
A dificuldade nas exportações para o Irã pode gerar uma sobreoferta dentro do Brasil. A colheita estimada para este ano é de 141 milhões de toneladas, com cerca de 45 milhões voltadas para exportação. Essa sobreoferta pode pressionar os preços internos, levando a uma tendência de queda nas cotações.
O agravamento do conflito no Oriente Médio deve impactar diretamente as cotações do milho, além de afetar o frete, as atividades portuárias e a logística na região. Esses fatores podem trazer consequências significativas para o potencial exportador do Brasil.