Ministério Público do RS apresenta denúncia contra sete suspeitos por morte e torturas em clínica terapêutica

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Denúncia de tortura e homicídio em clínica terapêutica provoca repercussão na região

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apresentou uma denúncia à Justiça contra sete pessoas por tortura e homicídio qualificado em uma clínica terapêutica para dependentes químicos localizada na zona rural de Estação. A investigação foi iniciada após a morte de um interno do estabelecimento em janeiro deste ano, gerando suspeitas e a abertura de um inquérito pela Delegacia de Polícia de Getúlio Vargas.

O promotor de Justiça João Augusto Follador relatou que um dos casos mais graves envolve a morte de um homem que foi brutalmente agredido por funcionários da clínica. O laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) revelou múltiplas lesões no corpo da vítima, que foi deixada agonizando até falecer após a agressão.

Além do caso fatal, a investigação identificou diversos episódios de tortura sofridos por outros pacientes do local. Os relatos incluem ameaças, privação de liberdade, administração forçada de drogas e castigos físicos, que variavam de agressões a pauladas e tiros com espingardas de pressão.

A denúncia também aponta a tentativa de fraude processual, onde alguns acusados tentaram eliminar provas do homicídio. Para isso, realizaram a limpeza do local do crime e destruíram os pertences da vítima, dificultando a investigação policial.

O grupo denunciado é composto por cinco homens e duas mulheres, sendo uma mãe e sua filha. A filha era a responsável pela administração da clínica, enquanto a mãe atuava como associada. Ambas foram presas recentemente, uma ação que já havia sido tomada em relação a dois dos outros investigados.

Ampliação de pena em caso de triplo homicídio

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) aumentou a pena de um dos acusados de intermediar a contratação dos executores de um triplo homicídio em Passo Fundo, passando de 57 para 63 anos de prisão. A condenação inicial ocorreu em setembro de 2025.

No julgamento, o promotor de Justiça Leonardo Giardin, do Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ), apresentou a acusação. O TJRS manteve a decisão do conselho de sentença, reconhecendo o papel central do réu na articulação criminosa, que incluía monitorar as vítimas e facilitar a comunicação com os executores, que não foram identificados.

A gravidade excepcional do crime foi destacada, assim como a eliminação de testemunhas para garantir a impunidade. O impacto emocional sobre as crianças sobreviventes da família das vítimas também foi considerado um agravante no caso.

Em outro julgamento no ano anterior, dois réus, irmãos, receberam penas de 68 e 74 anos de prisão pelos mesmos crimes, sendo identificados como mandantes do triplo homicídio.

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