Ministro Renan Filho defende que próximos IPOs estarão na área de infraestrutura e alerta para Selic em 12%

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Ministro Renan Filho destaca potencial de IPOs na infraestrutura brasileira.

O ministro de Transportes, Renan Filho, enfatizou que as próximas ofertas públicas de ações (IPOs) no Brasil estarão centradas no setor de infraestrutura. Ele acredita que o país possui todos os elementos necessários para impulsionar um ciclo virtuoso nesse segmento.

Durante sua participação no painel “O Futuro da Infraestrutura no Brasil” no CEO Conference Brasil 2026, Filho destacou os recordes históricos de investimento no setor, que sustentam uma perspectiva positiva para o futuro. Ele mencionou que existem projetos que se destacam em rentabilidade em comparação a outros países, além de uma agenda de sustentabilidade e um mercado de capitais sofisticado, como os principais fatores que atraem investimentos internacionais.

“Esses quatro pontos garantem que o Brasil seja um destino de investimento, como raramente ocorreu em nossa história. A Bolsa está em máxima histórica, o dólar está em seu menor valor nos últimos 21 meses e o capital internacional está fluindo para o Brasil, especialmente na Bolsa”, afirmou.

O ministro também ressaltou a importância de uma avaliação crítica do setor de infraestrutura e da economia brasileira, buscando se distanciar de discursos políticos que podem obscurecer a realidade atual. Ele acredita que o investimento recorde em infraestrutura será um motor para o crescimento econômico futuro, especialmente em um contexto internacional favorável.

Concessões e Tecon 10

Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos, também participou do painel e destacou que os últimos anos foram os mais produtivos em termos de concessões de infraestrutura. Ele revelou que, em 2025, mais de R$ 500 bilhões em contratos foram assinados em diversas áreas de concessão.

Apesar do otimismo, Costa Filho indicou que o leilão do terminal de contêineres do Porto de Santos (Tecon 10) pode ser adiado novamente, com a expectativa de que ocorra em maio deste ano. “O edital deve ser publicado nos dez primeiros dias de março para que o leilão aconteça em maio”, comentou.

Os prazos iniciais para esse leilão previam uma disputa em janeiro de 2026, mas já houve adiamentos para março e abril. O ministro destacou que, durante os três anos do governo atual, foram mais de R$ 30 bilhões em concessões, com a expectativa de novas operações saindo do Porto de São Sebastião, além do Tecon 10.

“O Tecon Santos 10 vai mais que dobrar a capacidade de operações de contêineres do Porto de Santos, que representa mais de trinta por cento da corrente de exportação e importação do Brasil”, ressaltou.

Queda da Selic no radar

Silvio Costa Filho também comentou sobre a taxa básica de juros, afirmando que não há justificativa para o Banco Central manter a Selic em 15%. Ele expressou a expectativa de que a taxa seja reduzida para cerca de 12% até novembro, visando aumentar a disponibilidade de crédito no Brasil.

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária confirmou o início do ciclo de cortes de juros a partir de março, embora enfatize que esse processo será “cauteloso e sereno”, com ajustes de 0,25 ou 0,50 ponto percentual.

O documento também indicou que, em um cenário de inflação mais baixa e com sinais claros de transmissão da política monetária, a estratégia do Banco Central deve incluir a calibração do nível de juros. Na última reunião, a Selic foi mantida em 15% ao ano, o maior patamar em duas décadas.

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