Moraes ordena uso de tornozeleira em sexto investigado por vazamentos

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Polícia Federal intensifica investigações sobre vazamento de dados do STF.

A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira, mandados de busca e apreensão, além da instalação de tornozeleira eletrônica, contra um suspeito envolvido no vazamento de dados de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares.

A ação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que está à frente da investigação sobre os vazamentos, inserida no inquérito das fake news, iniciado em 2019.

O mandado cumprido nesta quarta-feira foi direcionado a um indivíduo do Rio de Janeiro, elevando o número de alvos da apuração para pelo menos seis até o momento.

Na quinta-feira anterior, Moraes havia autorizado medidas semelhantes contra um vigilante da Receita Federal. Essa decisão foi tomada em função das investigações sobre os vazamentos, embora detalhes sobre a identidade do vigilante e a natureza de suas ações permaneçam em sigilo.

Em 17 de outubro, a PF já havia realizado uma operação contra quatro pessoas que supostamente acessaram dados de ministros do STF. Um dos envolvidos, Luiz Antônio Martins Nunes, era servidor do Serpro, cedido à Receita Federal, e é suspeito de ter acessado irregularmente informações sigilosas.

Os outros alvos da operação foram os técnicos Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e o auditor Ricardo Mansano de Moraes.

O STF, em nota, informou que houve um “bloco de acessos” que, segundo as áreas responsáveis, não apresentaram justificativa funcional adequada.

Durante a semana em que as medidas foram deflagradas, tentativas de contato com os alvos foram feitas, mas não houve retorno de Nunes e Nascimento.

Ruth Machado dos Santos, agente administrativa, é acusada de acessar dados fiscais da esposa do ministro do STF, Viviane Barci de Moraes. Em depoimento, ela alegou estar em atendimento presencial no momento do acesso às informações.

Ricardo Mansano é suspeito de acessar dados de uma ex-enteada do ministro Gilmar Mendes. Ele ocupava um cargo de chefia em Presidente Prudente e foi afastado de suas funções após as investigações.

De acordo com fontes que acompanham o caso, Mansano teria acessado informações de dois anos da ex-enteada de Gilmar Mendes, em 2008 e 2024. Sua defesa afirmou que ele possui uma carreira ilibada na Receita Federal e que os fatos serão esclarecidos.

As investigações sobre possíveis quebras de sigilo estão ocorrendo em um contexto de crise institucional entre os Poderes, exacerbada pela quebra e liquidação do Banco Master.

A família do ministro Moraes foi mencionada na mídia após a revelação de que o Banco Master contratou o escritório de advocacia da esposa do ministro por um período de 36 meses, com pagamentos mensais significativos.

As revelações sobre o escândalo financeiro do Banco Master levantaram suspeitas sobre vazamentos de informações protegidas por sigilo bancário e fiscal.

A solicitação de Moraes para investigar eventuais quebras de sigilo foi feita no âmbito do inquérito das fake news, que investiga ataques a membros do STF por parte de bolsonaristas.

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