Moraes proíbe visitas de Valdemar e Magno Malta a Bolsonaro
Ministro do STF nega visitas a Bolsonaro, mas autoriza caminhadas e assistência religiosa.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para permitir a visita de Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal, e do senador Magno Malta à unidade prisional Papudinha, em Brasília. A decisão foi proferida nesta quinta-feira, 29.
Moraes argumentou que a autorização para contato entre investigados e condenados em casos relacionados representa um “risco manifesto à investigação”. Ele mencionou a tentativa anterior de Magno Malta de entrar na unidade prisional sem autorização, além do fato de que Valdemar Costa Neto está sob investigação pelos mesmos crimes atribuídos ao ex-presidente.
Embora tenha negado os pedidos de visita, o ministro autorizou outras visitas ao ex-presidente. No dia 7 de fevereiro, Jair Bolsonaro poderá receber o deputado federal Cabo Gilberto Silva, das 8h às 10h, e o deputado federal Hélio Lopes, das 11h às 13h.
No dia 14 de fevereiro, estão programadas visitas de Luiz Antonio Nabhan Garcia, das 8h às 10h, e do senador Wilder Morais, das 11h às 13h.
Além de negar algumas visitas, Moraes permitiu que o ex-presidente realizasse caminhadas controladas em locais previamente definidos pela administração do Núcleo de Custódia Policial Militar (NCPM). Essas caminhadas devem ocorrer preferencialmente no campo de futebol ou na pista asfaltada da unidade, sob escolta permanente e sem contato com outros detentos, em conformidade com recomendações médicas.
O ministro também autorizou uma alteração excepcional nos dias de visitação, permitindo que algumas visitas ocorram aos sábados, além das quartas-feiras, com o intuito de reduzir a circulação interna e aumentar a segurança do local. As visitas continuam limitadas a dois visitantes por vez, em horários estabelecidos pela administração prisional.
Na mesma decisão, Moraes ampliou a assistência religiosa ao ex-presidente, permitindo a atuação do padre Paulo M. Silva, que se juntará aos atendimentos já realizados por um bispo e um pastor evangélico. As atividades religiosas ocorrerão de forma individual, uma vez por semana, com duração de até uma hora.
Aliados acreditam que o encontro na Papudinha pode servir para encerrar desavenças recentes e definir papéis para o futuro político, com Tarcísio focado na reeleição em São Paulo e um alinhamento esperado em torno da pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
