Morre pesquisador reconhecido como ‘pai’ do feijão Carioquinha
Luiz D’Artagnan de Almeida, pioneiro do feijão Carioquinha, falece em Campinas
O pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, conhecido como o “pai” do feijão Carioquinha, faleceu na última sexta-feira em Campinas, conforme anunciou o Instituto Agrônomo do estado de São Paulo.
Em 1969, D’Artagnan deu o aval para a criação da variedade de feijão que se tornaria a mais consumida no Brasil, recebendo o apelido carinhoso que o acompanhou por toda a sua carreira.
O feijão Carioquinha é resultado de um cruzamento natural de diferentes variedades. O novo tipo foi apresentado ao Instituto Agrônomo em 1966, pelo engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, que iniciou a trajetória de sucesso do grão.
Após a apresentação, D’Artagnan liderou uma série de testes para avaliar as qualidades agronômicas e culinárias do feijão, o que levou ao seu lançamento em 1969.
Pesquisas indicam que essa variedade é mais resistente a doenças e possui maior produtividade, características que a tornaram preferida entre os brasileiros, representando 66% do consumo nacional de feijão.
Origem do nome ‘Carioca’
A variedade de feijão mais popular do Brasil recebeu o nome devido à sua semelhança com uma raça de porco criada em uma fazenda no interior de São Paulo. A coloração marrom-rajada do grão lembra a pelagem dos porcos da raça “Carioca”.
Desde o seu lançamento, foram desenvolvidas 42 variações do feijão carioca, que continua a ser um alimento essencial na dieta dos brasileiros, refletindo a importância da pesquisa e desenvolvimento agrícola no país.
