Motta garante autonomia do BC e rejeita novas medidas tributárias para 2026 em ano eleitoral

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Hugo Motta reafirma compromisso com a autonomia do Banco Central e destaca prioridades do Congresso em 2026.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, declarou que não haverá revisão da autonomia do Banco Central durante sua gestão. A afirmação foi feita em uma conferência do BTG Pactual, em meio a debates no Congresso sobre a atuação da autoridade monetária.

Motta enfatizou que a autonomia do Banco Central trouxe segurança e previsibilidade, fundamentais para a confiança nas instituições do país. Ele assegurou que não colocará em votação propostas que alterem o modelo atual de independência da instituição.

A declaração surge após o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, ter sugerido a abertura de discussões sobre a autonomia do Banco Central, especialmente em relação ao sistema financeiro, após críticas a decisões recentes da autoridade monetária.

Apesar das movimentações dentro da base governista, Motta deixou claro que o tema não será prioridade na pauta legislativa por ora.

Prioridades do Congresso Nacional em 2026

No mesmo evento, Motta abordou as principais pautas em discussão no Congresso, destacando a emenda à Constituição que propõe o fim da escala 6×1. O texto já foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça, mas o debate não ocorrerá rapidamente devido à sua complexidade.

Ele ressaltou que essa emenda impacta o custo de vida e que é essencial discutir as novas tecnologias e a qualidade de vida do trabalhador. A expectativa é que a votação ocorra até maio, mês do trabalhador.

Além disso, Motta mencionou que a segurança pública será uma prioridade após o Carnaval, com o objetivo de garantir melhores condições de vida para a população. Essa pauta tende a reunir apoio político em um ano eleitoral, respondendo a uma demanda social crescente.

Sem janela para novos tributos

A análise é de que, em um contexto eleitoral e econômico delicado, propostas de aumento da carga tributária enfrentariam resistência política e poderiam gerar instabilidade.

Simultaneamente, o governo tem acelerado a liberação de emendas parlamentares, com cerca de R$ 1,5 bilhão já disponibilizado até fevereiro, o maior volume histórico para esse período. Essa antecipação visa melhorar a relação do governo com o Congresso em um ano pré-eleitoral.

Motta defendeu as emendas parlamentares como fundamentais para garantir recursos a regiões que frequentemente são negligenciadas. Ele destacou que os repasses estão sendo realizados com transparência e rastreabilidade, reforçando o compromisso com a previsibilidade política e a estabilidade institucional ao longo de 2026.

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