MP-RJ retoma investigação sobre Carlos Bolsonaro por rachadinha

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Investigação sobre Carlos Bolsonaro é reaberta devido a indícios de corrupção.

A Procuradoria-Geral de Justiça decidiu reabrir uma investigação contra o ex-vereador Carlos Bolsonaro por supostas práticas de corrupção durante seu mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

O caso, que havia sido arquivado, foi reexaminado após um parecer da assessoria criminal da PGJ, que indicou a necessidade de dar continuidade às investigações. A decisão foi tomada em 9 de fevereiro, quando o subprocurador-geral de Justiça, Marcelo Pereira Marques, considerou prematuro o arquivamento anterior e encaminhou o processo para a 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada.

O Ministério Público destacou que a reabertura da investigação se deu em razão da “inexistência de prerrogativa de foro em razão do cargo de vereador”, permitindo que o caso fosse analisado em primeira instância.

A denúncia contra Carlos Bolsonaro envolve um esquema de corrupção que teria ocorrido em seu gabinete entre 2005 e 2021, conhecido como “rachadinha”. Essa prática consiste no desvio de parte dos salários de funcionários de um gabinete legislativo, e as investigações apontam que os desvios podem ter chegado a R$ 1,7 milhão.

Ao todo, 26 pessoas teriam participado do esquema, incluindo Ana Cristina Siqueira Valle, ex-madrasta de Carlos, e Jorge Luiz Fernandes, seu chefe de gabinete, que, segundo as conclusões do MP, seria o responsável por nomear funcionários que posteriormente repassariam parte de seus salários.

Em dezembro de 2025, Carlos Bolsonaro renunciou ao cargo na Câmara para concorrer a uma vaga no Senado por Santa Catarina, encerrando um mandato que se estendia desde 2000, totalizando sete mandatos consecutivos.

Recentemente, a PGJ afirmou que o arquivamento da ação em 2024 desconsiderou provas significativas reunidas contra Carlos, que na ocasião foi considerado inocente por falta de indícios suficientes para a acusação de rachadinha.

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