Novo motor de plasma criado na Rússia atinge velocidade de ejeção de 360 mil km/h

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Avanço na tecnologia de propulsão química promete revolucionar viagens espaciais.

Um novo motor de plasma projetado para operar no “alto vácuo” está mudando a forma como pensamos sobre propulsão espacial. Diferente dos foguetes tradicionais, que consomem grandes quantidades de combustível em um curto espaço de tempo, essa tecnologia utiliza campos eletromagnéticos para acelerar partículas de hidrogênio carregadas, eliminando a necessidade de uma explosão massiva durante o lançamento.

Esse sistema inovador, já utilizado em alguns satélites, é uma grande novidade quando aplicado a espaçonaves de maior porte. Ao alcançar uma velocidade de ejeção extremamente alta, o motor pode fornecer impulso constante por longos períodos, o que é essencial para missões espaciais prolongadas.

O Primeiro Vice-Diretor de Ciência de um instituto de pesquisa destaca que o sistema de propulsão consegue acelerar partículas de hidrogênio a velocidades de até 100 quilômetros por segundo, um desempenho muito superior ao dos foguetes químicos convencionais, que alcançam cerca de 4,5 km/s. Essa eficiência permite uma utilização muito menor de combustível, resultando em uma aceleração final significativamente maior.

Embora esse motor não seja destinado ao lançamento a partir da Terra, ele funcionará como um verdadeiro rebocador espacial quando em órbita, oferecendo novas possibilidades para a exploração do espaço.

Para sustentar um motor de tal magnitude, a energia solar não é suficiente. O projeto incorpora um reator nuclear a bordo, que fornecerá uma quantidade massiva e constante de energia. O hidrogênio, escolhido como combustível, é um elemento leve e abundante, ideal para garantir uma aceleração rápida sem adicionar peso desnecessário à espaçonave.

Motor químico clássico

Motor de Plasma Atual (Tipo Psique)

Novo protótipo russo

Velocidade de ejeção

~4,5 km/s

30 a 50 km/s

100 km/s

Fonte de energia

Combustão química

Energia solar/elétrica

Nuclear

Uso principal

Lançamento e decolagem

Manutenção de órbita / Sondas

Viagens interplanetárias intensas

Potência anunciada

Muito alto (curto prazo)

Baixo (longo prazo)

300 kW (pulsado)

A arquitetura do motor foi projetada para garantir durabilidade. Em vez de aquecer o plasma a temperaturas extremas, que poderiam danificar os componentes, o sistema utiliza eletrodos de alta tensão para criar um fluxo direcionado. Essa abordagem não só melhora a eficiência, mas também reduz o desgaste dos materiais envolvidos.

Os testes do protótipo já demonstraram resultados promissores. O motor operou por 2.400 horas em uma câmara de vácuo, simulando as condições do espaço, o que é suficiente para uma missão completa a Marte. Com uma potência de 300 kW, o desempenho do novo motor supera os padrões atuais utilizados em outras missões espaciais.

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