OAB solicita a Mendonça acesso às provas do caso Master

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OAB solicita acesso a inquérito sobre o Banco Master no STF

O presidente da OAB, Beto Simonetti, anunciou que a entidade buscará acesso a todas as provas do inquérito que investiga o Banco Master no Supremo Tribunal Federal.

Na segunda-feira, Simonetti revelou que a decisão foi tomada após uma reunião do Conselho Federal e do colégio de presidentes da OAB. A entidade pretende formalizar o pedido ao ministro André Mendonça, que é o relator do caso na Corte.

Simonetti enfatizou a importância da transparência, afirmando: “A sociedade brasileira precisa ter revelado o que tem nesse inquérito. A advocacia clama por isso enquanto representante da sociedade brasileira.” Ele fez essas declarações após um encontro com o presidente do STF, Edson Fachin, em Brasília.

O presidente da OAB mencionou que já foi solicitado um encontro com Mendonça para a entrega do pedido, embora a data ainda não tenha sido definida.

Ele garantiu que o acesso será solicitado com respeito ao sigilo processual vigente e sem interferir na defesa dos advogados envolvidos no processo. Simonetti também se absteve de comentar sobre possíveis ações futuras da OAB, afirmando que primeiro é necessário conhecer o conteúdo do material.

A reunião com Fachin ocorreu no Conselho Nacional de Justiça, a pedido de Simonetti, e teve como objetivo discutir o arquivamento do inquérito das fake news.

Defesa de Vorcaro pede visitas sem monitoramento

Simonetti também abordou a questão da visita dos advogados do fundador do Banco Master, que deve ocorrer em sigilo, conforme assegurado pelo Estatuto da Advocacia.

A defesa de Vorcaro solicitou ao STF que as visitas não sejam gravadas, uma prática que não é permitida em presídios federais. Os advogados pediram que as reuniões sejam realizadas sem monitoramento, permitindo o ingresso de cópias impressas dos autos e anotações durante os encontros.

Além disso, a defesa requereu a transferência de Vorcaro para outra unidade prisional caso o pedido de visitas sem monitoramento não possa ser atendido.

Os advogados relataram que a direção da unidade prisional informou que a visita não poderia ser realizada imediatamente e dependeria de agendamento para a próxima semana. Também foi mencionado que os encontros seriam monitorados por áudio e vídeo, e que os representantes de Vorcaro não poderiam levar papel e caneta.

Atualmente, Vorcaro encontra-se preso na Penitenciária Federal de Brasília, uma das cinco unidades de segurança máxima do Brasil.

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