Oposição reprova desfile em homenagem a Lula na Sapucaí
Desfile em homenagem a Lula gera críticas de congressistas e do Partido Novo.
O desfile realizado pela Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo (15.fev.2026) suscitou reações negativas por parte de diversos congressistas e do Partido Novo.
Os parlamentares, incluindo Flávio Bolsonaro, Gustavo Gayer, Kim Kataguiri e Romeu Zema, manifestaram suas opiniões, considerando o evento como uma forma de propaganda eleitoral antecipada e um reflexo de intolerância religiosa. As críticas se concentraram na alegação de que o desfile favoreceu uma agenda política específica.
Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à presidência, divulgou um vídeo em sua rede social que utiliza inteligência artificial para criticar o evento. Nele, aparecem carros alegóricos com Lula e o ex-líder venezuelano Nicolás Maduro, acompanhado de uma trilha sonora que faz referências à primeira-dama Janja e acusações sobre o uso indevido de recursos públicos.
Gustavo Gayer, deputado federal, apoiou a crítica de Flávio, expressando seu descontentamento com o desfile e ironizando a situação ao afirmar que estava “começando a gostar de samba”.
Kim Kataguiri também se manifestou, apontando que o partido de Lula, que historicamente criticou milionários, mudou seu discurso para favorecer interesses próprios, referindo-se a uma suposta articulação de apoio empresarial promovida pela primeira-dama.
O senador Sérgio Moro criticou o desfile, caracterizando-o como propaganda eleitoral feita com recursos públicos, ressaltando a falta de ética no uso de dinheiro do contribuinte para fins políticos.
Romeu Zema, governador de Minas Gerais, destacou que um dos blocos do desfile era dedicado ao preconceito religioso, afirmando que essa situação afetava diretamente os 50 milhões de evangélicos do Brasil.
O Partido Novo também se posicionou contra o evento, alegando que a homenagem a Lula representa uma série de absurdos e comparando a situação com a transformação do Brasil em uma ditadura.
Filipe Barros, deputado federal, publicou um vídeo que critica a forma como os evangélicos estão sendo tratados, utilizando a imagem de um palhaço algemado para simbolizar a perseguição política enfrentada por Jair Bolsonaro.
Rubinho Nunes, vereador, compartilhou o mesmo vídeo, chamando a atenção para o que considera um ataque político explícito e financiado com dinheiro público contra o ex-presidente Bolsonaro, enfatizando a hipocrisia nas reações conforme o lado político envolvido.
