Paes anuncia saída da prefeitura do Rio em março para concorrer ao governo do Estado

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Eduardo Paes anuncia saída da prefeitura do Rio para concorrer ao governo do Estado

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, confirmou que deixará o cargo no dia 20 de março para se candidatar ao governo do Estado. A declaração ocorreu durante uma visita a um bar na zona norte da cidade.

Paes já havia sinalizado a possibilidade de sua saída em uma visita a Santo Antônio de Pádua, no interior do Rio, no dia 17 de janeiro. Com sua decisão, o vice-prefeito, Eduardo Cavaliere, assumirá a liderança da prefeitura.

Embora em declarações anteriores Paes tenha negado a intenção de abandonar seu mandato, as circunstâncias atuais o levaram a reconsiderar essa posição. Um acordo entre Paes e o atual governador, Cláudio Castro, foi estabelecido, visando benefícios mútuos nas eleições de outubro.

Com a ausência de um candidato forte da direita e a popularidade de Paes, a colaboração entre eles se torna estratégica. Castro poderá direcionar seus esforços para a candidatura ao Senado, enquanto Paes contará com o apoio da estrutura estadual para expandir sua influência, especialmente nas regiões do interior e na Baixada Fluminense, que possuem significativos colégios eleitorais.

Mandato-tampão no Rio

Castro, assim como Paes, precisará deixar o cargo até abril para concorrer, o que resultará em uma situação singular: a realização de eleições indiretas para um mandato-tampão, uma vez que o Estado está sem vice-governador desde maio do ano passado.

De acordo com a legislação estadual, na ausência do governador e do vice, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, assumiria. No entanto, Bacellar está afastado do cargo por uma decisão do STF. Assim, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, será responsável por assumir interinamente o governo, apenas para conduzir a eleição indireta.

O nome sugerido por Castro para o mandato-tampão é o do secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, que recentemente se filiou ao PL. Ele é visto como um candidato ideal por sua lealdade a Castro, a ausência de ambições em concorrer contra Paes e a capacidade de utilizar a máquina estadual para apoiar ambos nas eleições.

Nos bastidores, esse acordo tem o respaldo de membros do Centrão, incluindo o deputado Doutor Luizinho, presidente do PP no Rio, que vê a união como uma estratégia vantajosa para todos os envolvidos.

Atualmente, entre os 27 governadores do Brasil, 20 já têm seus destinos políticos definidos: 9 concorrem à reeleição, 9 ao Senado e 2 não se candidatarão. Outros 4 ainda buscam viabilização para a Presidência e 3 permanecem indecisos sobre suas participações nas próximas eleições.

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