Paulo Azi assume relatoria da PEC que extingue a escala 6 x 1 na CCJ

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Deputado Paulo Azi é escolhido relator da PEC que propõe o fim da escala 6 x 1 na CCJ

A escolha de Paulo Azi como relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala 6 x 1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados foi oficializada pelo presidente da Casa, Hugo Motta.

A indicação ocorreu em um contexto de acordo entre Motta e o atual presidente da CCJ, Leur Lomanto Jr. Azi, que já ocupou a presidência da comissão em 2025, traz consigo uma experiência significativa, estando em seu terceiro mandato na Câmara e sendo reconhecido como um deputado moderado.

Durante sua gestão anterior na CCJ, Azi se destacou por pautar projetos que buscavam consenso entre os diversos partidos, refletindo sua habilidade em navegar por um ambiente político muitas vezes polarizado.

Por outro lado, o partido União Brasil, ao qual Azi pertence, expressou a intenção de barrar o avanço da proposta na Câmara. O presidente da sigla, Antonio Rueda, declarou que fará esforços para impedir a tramitação da PEC, especialmente dentro da CCJ.

Rueda, em um evento recente em São Paulo, enfatizou sua oposição ao fim da escala 6 x 1, argumentando que, se a proposta for levada ao plenário, sua aprovação será praticamente garantida, considerando sua relevância e apoio entre os parlamentares.

A PEC que propõe o fim da escala 6 x 1 já está em tramitação na Câmara. Hugo Motta encaminhou o texto à CCJ no início de fevereiro, prevendo que a votação ocorra ainda em 2026. A proposta não apenas altera a escala de trabalho, mas também reduz a carga horária semanal de 44 para 40 horas.

Além disso, a proposta reúne sugestões de outras deputadas, buscando um consenso mais amplo. Após a análise na CCJ, a PEC ainda precisará passar por uma comissão especial antes de seguir para votação.

O governo também está considerando a possibilidade de discutir com o presidente da Câmara a apresentação de um projeto de lei sobre o tema, que poderia ter uma tramitação mais rápida em comparação à PEC, que possui um processo legislativo mais longo.

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