Pedido de recuperação judicial do Monsoon Futebol Clube avança

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Monsoon Futebol Clube inicia processo de recuperação judicial para enfrentar crise financeira.

O Monsoon Futebol Clube, fundado em Porto Alegre no final de 2021, está passando por um processo de recuperação judicial devido a problemas financeiros que ameaçam a continuidade da instituição. Atualmente localizado no Litoral Norte, o clube atua na série A do Campeonato Gaúcho desde 2025.

A decisão sobre a recuperação foi tomada pelo juiz Max Akira Senda de Brito, da Vara Regional Empresarial da Comarca da Capital. O Monsoon enfrenta dívidas em decorrência do encerramento, há dois anos, de uma empresa parceira de investimentos, além de altos custos de manutenção do time.

Como parte do processo, o juiz determinou a nomeação de um administrador judicial para garantir a fiscalização e a transparência nas ações do clube. Também foi estabelecida uma suspensão temporária, por seis meses, de ações e execuções financeiras contra a agremiação. O Monsoon tem um prazo de dois meses para apresentar um plano detalhado de recuperação à Justiça.

A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) deve ser notificada para realizar o repasse de valores referentes a cotas de participação e direitos de transmissão do Campeonato Gaúcho de 2026, que são essenciais para a receita do clube neste momento, conforme ressaltou o juiz.

O magistrado enfatizou que a negativa do pedido de recuperação judicial poderia levar à liquidação desordenada do patrimônio do clube, resultando na paralisação de suas atividades e prejuízos para credores, atletas, funcionários e a comunidade.

História do Clube

O Monsoon foi criado em 22 de novembro de 2021 como um clube-empresa voltado para a formação de atletas. Sua fundação foi fruto da parceria entre o empresário gaúcho Lucas Pires, ex-agente de lutadores de MMA, e o grupo Monsoon International, sediado em Dubai e liderado pelo bilionário indiano Suma Charma.

As cores do clube são preto, branco e dourado, e seu mascote é um camelo, simbolizando sua conexão com o Oriente Médio. Inicialmente, o Monsoon utilizou a estrutura do Porto Alegre F.C., então pertencente à família do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, que foi posteriormente extinto.

Embora tenha alcançado rapidamente um lugar na elite do futebol estadual, o clube enfrentou dificuldades financeiras que não impediram sua permanência na Série A do Gauchão nas últimas duas temporadas, assegurando sua participação para 2027. Recentemente, o Monsoon transferiu sua sede para Capão da Canoa, no Litoral Norte, e manteve sua posição na elite do Campeonato Gaúcho.

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