Pesquisa da Fiergs revela que duas em cada três indústrias gaúchas planejam investir em 2023

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Indústrias gaúchas mostram disposição para investir acima da média nacional, apesar da queda em comparação ao ano passado.

Neste ano, 63,3% das indústrias do Rio Grande do Sul manifestam intenção de realizar investimentos. Este dado reflete uma queda de 11,7 pontos percentuais em relação ao ano anterior, quando 75% das empresas demonstravam disposição para alocar recursos.

Embora a queda seja evidente, o percentual de industriais gaúchos dispostos a investir ainda supera a média nacional de 56%, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A pesquisa também revela que a maioria dos empresários que planejam investir já tem projetos em curso, com 68,4% indicando que os aportes estão baseados em iniciativas previamente iniciadas. Somente 31,6% mencionaram que os investimentos programados para 2026 são parte de novos projetos. Entre as empresas que não planejam investir, 55,3% afirmam não ter planos em andamento, enquanto 42,6% justificam a decisão pelo adiamento ou cancelamento de investimentos anteriormente programados.

Claudio Bier, presidente do Sistema Fiergs, expressou preocupação com a situação atual. Ele destacou que a disposição para investir está diretamente ligada a um ambiente favorável aos negócios, e que fatores como juros elevados, tensões geopolíticas e uma economia fragilizada dificultam esse cenário. A falta de investimentos, segundo ele, limita a criação de novos empregos e renda na região.

Quando questionados sobre os objetivos dos investimentos, 55,7% dos industriais apontaram a melhoria do processo produtivo como a principal meta, representando um aumento de 10,3 pontos percentuais em comparação à pesquisa anterior.

No que diz respeito aos resultados de 2025, 71,6% dos industriais conseguiram concretizar seus planos de investimento, uma redução em relação aos 75% que se mostravam dispostos a investir no início do ano. Essa tendência contrasta com os anos de 2023 e 2024, onde os investimentos realizados excederam as intenções previamente expressas.

Entre as empresas que tinham planos para 2025, apenas 41,5% conseguiram executar seus projetos na íntegra, uma leve queda em relação a 2024. O número de empresas que adiou ou cancelou investimentos subiu para 19,9%, um aumento significativo em comparação ao ano anterior, quando esse percentual era de 16,3%. Novamente, essa situação é oposta ao que foi observado em 2023 e 2024.

O investimento em aquisição de máquinas e equipamentos novos foi o mais mencionado, com 84,5% das empresas citando essa categoria. Embora esse percentual seja inferior ao do ano passado, confirma a liderança desse tipo de investimento desde 2014.

A pesquisa foi realizada entre 5 e 14 de janeiro, abrangendo 162 empresas, das quais 134 pertencem à indústria de transformação e 28 à construção, distribuídas entre 40 pequenas, 61 médias e 61 grandes empresas.

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