Petro relata ter evitado atentado enquanto estava em voo de helicóptero
Presidente da Colômbia relata tentativa de assassinato durante voo de helicóptero.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, revelou que precisou mudar a rota de seu voo de helicóptero em uma situação que considerou uma tentativa de assassinato. A declaração ocorreu em uma reunião com seus ministros, onde Petro discutiu os eventos que o levaram a permanecer em mar aberto por quatro horas.
Na noite anterior, o presidente não conseguiu pousar no local programado devido à falta de iluminação na pista. Na manhã seguinte, ele foi forçado a alterar novamente seu destino, temendo um ataque à aeronave.
“Não consegui chegar em duas horas porque não consegui pousar onde disse que ia pousar, mas nem sequer acenderam as luzes no local do pouso”, afirmou Petro, ressaltando a gravidade da situação.
O presidente estava acompanhado de suas filhas quando decidiu seguir uma rota alternativa. “Pela manhã, não aterrissei onde deveria porque temiam que iriam atirar contra o helicóptero”, explicou. Ele acrescentou que, apesar das dificuldades, conseguiu chegar ao seu destino, embora de maneira inesperada.
Petro expressou suspeitas de que um oficial militar poderia estar envolvido em planos contra sua vida. Ele mencionou um general que havia sido removido da polícia e que, segundo ele, estava realizando uma missão estranha. “Alguém lhe deu a ordem para colocar substâncias psicoativas no meu carro como missão de destruir a reunião com o presidente dos EUA”, revelou.
Desde o início de seu governo em 2022, o presidente tem denunciado várias ameaças à sua vida e a de sua família, destacando a gravidade das situações enfrentadas.
Além disso, durante a mesma reunião, Petro condenou o sequestro da senadora indígena Aida Quilcué, afirmando que esse tipo de ação ultrapassa limites ao atacar figuras de autoridade e referências éticas das comunidades.
