PGR aponta descumprimento de plano por Zambelli e Moraes arquiva inquérito por coação e obstrução

Compartilhe essa Informação

Ministro do STF arquiva inquérito contra ex-deputada Carla Zambelli por falta de provas.

BRASÍLIA, DF – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu arquivar um inquérito que investigava a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) por supostos crimes de coação e obstrução de investigação.

A decisão foi baseada em um parecer da Procuradoria-Geral da República, que indicou que, após deixar o Brasil, Zambelli tentou persuadir autoridades estrangeiras a interferirem nas instituições brasileiras, mas não obteve sucesso em sua estratégia.

Zambelli já enfrentava condenações severas, incluindo dez anos de prisão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça e emitir um mandado falso de prisão contra Moraes. Enquanto estava na Itália, recebeu mais cinco anos de pena por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, ambos os casos relacionados a um processo de extradição que ainda não teve desfecho.

O inquérito foi instaurado em junho de 2025, após Zambelli insinuar em entrevistas que sua saída do país tinha como objetivo impedir a aplicação da lei penal e reiterar condutas que atentavam contra as instituições brasileiras.

Além disso, Moraes havia solicitado ao Banco Central informações sobre movimentações financeiras realizadas por Zambelli via Pix nos últimos 30 dias. A análise dessas transações revelou que a ex-deputada recebeu principalmente doações de apoiadores.

A Procuradoria-Geral da República também mencionou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, que foram denunciados por coação em um caso que envolvia a incitação de autoridades estrangeiras, como o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para aplicar sanções ao Brasil com o intuito de influenciar o Judiciário.

Segundo a PGR, Zambelli expressou a intenção de replicar as ações de Eduardo e Figueiredo, mas o que foi identificado se limitou a uma retórica sem ações concretas que pudessem impactar o andamento de inquéritos ou ações penais no STF.

A ex-deputada foi presa em Roma no final de julho do ano passado, após permanecer dois meses foragida. Após uma decisão inicial que a poupou da cassação de seu mandato, esta foi posteriormente revertida pelo STF, levando Zambelli a renunciar ao cargo em dezembro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *