Polícia busca apreensão de passaporte de suspeito na morte do cão Orelha

Compartilhe essa Informação

Polícia Civil de Santa Catarina solicita apreensão de passaporte de adolescente envolvido na morte do cão Orelha.

A Polícia Civil de Santa Catarina formalizou um pedido à justiça para a apreensão do passaporte do adolescente acusado de matar o cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. A medida visa evitar que o jovem deixe o país enquanto as investigações prosseguem.

Além da solicitação, a Polícia Federal foi informada sobre o pedido, reforçando a urgência da ação. A Polícia Civil destacou que o Ministério Público do estado deu apoio à iniciativa, o que demonstra a seriedade do caso.

Em comunicado, a Polícia Civil afirmou que está comprometida em garantir que as denúncias contra os envolvidos sejam devidamente processadas na justiça, apresentando todas as provas coletadas até o momento.

Divergências

A investigação sobre a morte do cão Orelha tem gerado divergências entre a Polícia Civil e o Ministério Público. Na última sexta-feira, o MP anunciou que solicitará à Polícia Civil a realização de diligências complementares, visando aprofundar as investigações.

As promotorias de Justiça da capital, tanto da área da Infância e Juventude quanto da área criminal, identificaram a necessidade de mais esclarecimentos para uma reconstrução precisa dos eventos que culminaram na morte do animal.

O MP ressaltou que existem lacunas na apuração que precisam ser preenchidas, especialmente no que diz respeito à possível participação de adolescentes em atos que configuram maus-tratos a animais.

A Polícia Civil, por sua vez, acredita que há fundamentos legais para solicitar a internação do adolescente investigado, reforçando a gravidade da situação enfrentada pelo cão comunitário.

Possível coação

A Polícia Civil também está investigando indícios de coação durante o processo, além de ameaças direcionadas a familiares dos adolescentes envolvidos e a um porteiro de um condomínio na Praia Brava. O MP concordou que a apuração deve ser ampliada e detalhada, incluindo a verificação da relação entre os crimes e a agressão aos animais.

No dia 3 de outubro, a Polícia Civil encerrou as investigações sobre as agressões que levaram à morte do cão Orelha e solicitou a internação de um dos quatro adolescentes implicados no caso.

Para reunir provas da participação do acusado, que permanece sem identificação por ser menor de idade, as autoridades utilizaram tecnologia avançada e análise de imagens de câmeras de segurança.

Filmagens

Os investigadores analisaram mais de mil horas de filmagens de 14 câmeras de segurança, além de ouvir 24 testemunhas. Essas imagens foram essenciais para o andamento da investigação, mesmo que não tenham registrado o momento exato do ataque ao cão.

Através das filmagens, os investigadores conseguiram identificar as roupas que o jovem usava no dia do crime e confirmar que ele deixou o condomínio onde reside durante a madrugada.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *