Polícia confirma a morte de corretora gaúcha desaparecida em Florianópolis
Corpo de corretora desaparecida é identificado em Santa Catarina
A família da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, confirmou que um corpo encontrado esquartejado em Major Gercino, Santa Catarina, é dela. A identificação foi ratificada pela Polícia Civil do estado.
O reconhecimento ocorreu após os familiares se deslocarem até Balneário Camboriú para confirmar a identidade da vítima. Luciani estava desaparecida desde o dia 4 de março, quando foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses, em Florianópolis.
Após o desaparecimento, a família começou a notar mensagens estranhas enviadas do celular da corretora, que apresentavam erros de gramática incomuns para ela. O irmão, Matheus, foi um dos primeiros a suspeitar de que algo estava errado, especialmente porque Luciani parou de atender ligações.
As mensagens contêm erros como “respentem” e “precionando”, e em uma delas, Luciani afirmava estar bem, mas que estava sendo perseguida por um ex-namorado. Essa situação levantou a suspeita de que outra pessoa pudesse estar utilizando seu celular.
Corpo encontrado
O corpo foi descoberto em um córrego de Major Gercino por volta das 13h30min do dia 11 de março e o caso foi inicialmente classificado como homicídio. A Polícia Militar atendeu a ocorrência e as investigações prosseguem sem detalhes divulgados sobre a dinâmica do crime.
Luciani era natural de Alegrete e cresceu em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Sua história e o desenrolar do caso têm gerado comoção na comunidade.
Suspeita presa
Na quinta-feira (12), uma mulher de 46 anos foi presa em Florianópolis, suspeita de envolvimento no caso. Durante a abordagem, foram encontradas duas malas com pertences da vítima e objetos adquiridos em seu nome após o desaparecimento.
O carro de Luciani também foi localizado, e a investigação avançou a partir do rastreamento de compras realizadas com seu CPF. Um adolescente de 14 anos foi abordado enquanto retirava uma encomenda e forneceu informações que levaram à detenção da suspeita.
A prisão inicial foi por receptação, mas o juiz, durante a audiência de custódia, observou indícios de homicídio e determinou a prisão temporária da mulher por 30 dias. Ela negou participação no desaparecimento de Luciani em seu depoimento.
O Ministério Público de Santa Catarina solicitou que o caso tramitar no Tribunal do Júri, alegando que há elementos suficientes que indicam a prática de crime contra a vida, incluindo tentativas de ocultar pertences da vítima e dificultar o trabalho policial.
