Pré-candidatos do PSD têm opiniões divergentes sobre maioridade, com Leite chamando Master de escândalo político e Caiado criticando Lula
Governadores do PSD debatem maioridade penal e escândalos políticos em entrevista
Os governadores Ratinho Junior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado, pré-candidatos à Presidência pelo PSD, expressaram opiniões divergentes sobre a redução da maioridade penal durante uma entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band. Enquanto Ratinho Junior e Caiado apoiaram a proposta, Leite enfatizou a necessidade de melhorias na infraestrutura prisional antes de considerar a mudança.
Ratinho Junior manifestou seu apoio à ideia, mas ressaltou a importância de um debate legislativo aprofundado. Ele afirmou: “Eu gosto da ideia, mas acho também que tem que ter um debate profundo sobre esse assunto.”
Por sua vez, Ronaldo Caiado argumentou que o endurecimento do Código Penal poderia reduzir a criminalidade juvenil. Ele defendeu que adolescentes, especialmente em casos de homicídio, devem ser responsabilizados como adultos, afirmando: “Sou a favor. Na hora que você endurece e que sabe que tem pena e que tem consequência, essa faixa etária de 16 anos tem que começar a responder, sim, pelos crimes praticados.”
Eduardo Leite, por outro lado, destacou a atual situação das prisões, que, segundo ele, se tornaram locais de recrutamento para o crime. Ele declarou: “Eu acho que você pode avançar numa discussão de maioridade penal desde que você consiga resolver um sistema prisional antes, senão nós vamos estar colocando dentro de um sistema que vai recrutar jovens para o crime também.”
Na mesma entrevista, Leite também comentou sobre a eleição de 2026, prevendo que as fraudes bilionárias do Banco Master serão um dos principais escândalos políticos. Ele destacou a gravidade dos escândalos de corrupção que o Brasil enfrenta e prometeu que, caso eleito, sua primeira ação seria enviar uma proposta de emenda à Constituição para extinguir a reeleição para cargos do Executivo.
Além disso, Caiado não hesitou em criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamando-o de “embaixador de facção”. Ele acusou Lula de estar mais preocupado com facções do que com a governança do Brasil, e afirmou que a omissão do presidente no combate ao crime organizado está prejudicando o país. Caiado enfatizou a necessidade de um enfrentamento rigoroso ao narcotráfico e de acabar com as regalias para presos.
Por fim, Caiado expressou sua intenção de anistiar os condenados pelos eventos de 8 de Janeiro de 2023, prometendo perdoar imediatamente os envolvidos na tentativa de golpe de Estado. “Acabou esse assunto, vamos trabalhar”, concluiu.
