Pré-candidatura de Sergio Moro ao governo do Paraná divide o PL e provoca reação no União Brasil
Possível disputa eleitoral em 2026 gera divergências entre partidos e movimenta articulações políticas no estado.
A pré-candidatura do senador Sergio Moro ao governo do Paraná nas eleições de 2026 tem provocado divisões dentro do Partido Liberal (PL) e reações dentro do próprio União Brasil, legenda à qual o ex-juiz é filiado. O cenário evidencia as disputas internas e as negociações políticas que já começam a se intensificar para a próxima corrida eleitoral.
Nos bastidores, lideranças do PL avaliam a possibilidade de apoiar Moro na disputa pelo governo estadual. No entanto, a ideia enfrenta resistência dentro do partido, que ainda considera manter alianças com o atual governador Ratinho Junior (PSD) e apoiar um nome indicado por ele para a sucessão no estado.
A indefinição está ligada também ao cenário nacional. Parte da estratégia do PL depende da posição de Ratinho Junior em relação à eleição presidencial de 2026. Caso o governador mantenha o projeto de disputar a Presidência, o partido pode buscar um novo palanque forte no Paraná, o que abriria espaço para apoiar Moro.
Apesar das especulações sobre uma eventual aproximação com o PL, Moro segue afirmando que pretende disputar o governo do Paraná pelo União Brasil, dentro da federação partidária formada com o Progressistas (PP). Mesmo assim, o projeto enfrenta resistências internas, especialmente de lideranças do PP no estado.
Pesquisas eleitorais recentes indicam que Moro aparece entre os nomes mais competitivos para a disputa, liderando alguns cenários de intenção de voto para o governo paranaense.
A eleição para o governo do Paraná está marcada para outubro de 2026, quando os eleitores também escolherão senadores, deputados federais e estaduais. O atual governador Ratinho Junior não poderá disputar novamente o cargo por já ter sido reeleito em 2022.
As articulações devem se intensificar ao longo dos próximos meses, com negociações entre partidos e possíveis alianças que podem redefinir o cenário político no estado.
Foto: O Globo/ Cristiano Mariz
