Preço dos alimentos registra alta após cinco meses, segundo FAO

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Índice de Preços dos Alimentos da FAO registra alta após cinco meses de queda.

Recentemente, o Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação subiu, interrompendo uma sequência de cinco meses de declínio. O indicador atingiu uma média de 125,3 pontos, significando um aumento de 0,9% em relação ao valor revisado de janeiro, embora ainda esteja 1,0% abaixo do mesmo período do ano anterior.

Esse avanço foi impulsionado principalmente pela valorização do trigo, óleos vegetais e alguns tipos de carne, que compensaram a queda nos preços do açúcar e dos laticínios, como queijo. O subíndice de preços dos cereais, por exemplo, registrou uma alta de 1,1% em comparação a janeiro, com o trigo se destacando devido a relatos de geadas em regiões da Europa e dos Estados Unidos, além de problemas logísticos na Rússia e na área do Mar Negro.

O índice referente ao arroz também subiu, apresentando um aumento de 0,4%, respaldado pela demanda persistente por variedades especiais. Já o subíndice de óleos vegetais teve um salto significativo de 3,3% em fevereiro, alcançando o maior nível desde junho de 2022. A alta nos preços do óleo de palma foi impulsionada pela forte demanda global, enquanto o óleo de soja se valorizou em função de expectativas de apoio aos biocombustíveis nos Estados Unidos.

No segmento de carnes, houve um aumento de 0,8% no mês. A carne bovina se valorizou, impulsionada pela alta demanda de importação da China e dos Estados Unidos, enquanto os preços da carne ovina atingiram níveis recordes. Em contraste, o subíndice de açúcar apresentou uma queda de 4,1% em fevereiro em relação a janeiro, acumulando uma redução de 27,3% quando comparado ao ano anterior, devido a expectativas de uma oferta global abundante na atual temporada. O subíndice de laticínios também recuou 1,2%, pressionado pelos preços menores do queijo, apesar do aumento nas cotações da manteiga e do leite em pó.

Perspectivas para 2026

A FAO também apresentou novas projeções para a produção mundial de trigo em 2026, prevendo uma queda de cerca de 3%, totalizando 810 milhões de toneladas. Essa redução é atribuída à diminuição da área cultivada na União Europeia, na Rússia e nos Estados Unidos, em resposta aos preços mais baixos da commodity.

No Hemisfério Sul, as perspectivas iniciais para o milho são positivas, com a expansão da área plantada e condições climáticas favoráveis indicando produções acima da média na Argentina e no Brasil. Na África do Sul, espera-se uma segunda safra consecutiva recorde em 2026.

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