Preço médio dos alimentos no Rio Grande do Sul registra queda pelo segundo mês seguido
Queda nos preços dos alimentos no Rio Grande do Sul beneficia famílias de baixa renda.
Pelo segundo mês consecutivo, o Preço da Cesta de Alimentos (PCA-RE) no Rio Grande do Sul apresentou uma retração significativa. Em fevereiro, a queda foi de 0,53%, resultando em um custo de R$ 288,33, o menor valor registrado desde novembro do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, a redução é de 2,83%, conforme boletim divulgado pela Secretaria da Fazenda.
A maior redução média de preços foi observada na região Litoral, onde a cesta de alimentos caiu 2,7%, passando a custar R$ 304,85. Com essa alteração, a região deixou de ser a mais cara do Estado, posição que ocupou durante o auge da temporada de verão em janeiro. No mês de fevereiro, o maior custo foi registrado na região das Hortênsias, com a cesta custando R$ 306,19, apesar de uma redução de 1,18% no mês.
A maior alta de preços foi notada na região dos Campos de Cima da Serra, que abrange cidades como Vacaria e Bom Jesus, onde a cesta atingiu R$ 300,79, apresentando um aumento de 1,99% em relação ao mês anterior. A Região Metropolitana do Delta do Jacuí, que inclui Porto Alegre, também viu um aumento, com a cesta alcançando R$ 296,01, alta de 0,45%.
O PCA-RE monitora a variação de preços de 80 itens alimentícios baseando-se em informações das notas fiscais eletrônicas emitidas pelo varejo. Esse levantamento é publicado mensalmente no Boletim de Preços Dinâmicos.
Impacto sobre famílias de baixa renda
A diminuição do preço médio da cesta de alimentos em fevereiro teve um impacto mais significativo nas famílias de menor poder aquisitivo. De acordo com o Índice de Inflação por Faixa de Renda, nos lares com rendimento de até dois salários-mínimos, houve uma deflação de 4,24% nos últimos 12 meses.
A segunda maior redução foi registrada na faixa de renda que recebe entre dois e três salários-mínimos, com uma deflação de 4% no mesmo período. A Receita Estadual explica que essa diferença no impacto inflacionário se deve aos hábitos de consumo distintos entre as faixas de renda, onde os alimentos consumidos com mais frequência por famílias de baixa renda tiveram quedas mais expressivas.
Variação de preços: frutas e ovos
Entre os 12 grupos de alimentos analisados, as frutas apresentaram a maior queda no preço médio em fevereiro, com um recuo de 4,83% em relação ao mês anterior. Essa queda foi impulsionada pela uva, cujo quilo despencou 24,9%, sendo comercializada a uma média de R$ 9 nos supermercados.
O mamão também teve uma redução significativa, com queda superior a 17%, custando em média R$ 9,49. As maçãs e bananas também contribuíram para a diminuição da pressão inflacionária, com quedas de 14,3% e 13%, respectivamente.
Por outro lado, a maior alta de preços foi observada no grupo das aves e ovos, que teve um aumento de 4,49%. O preço do ovo de galinha, após uma série de quedas no ano anterior, tem pressionado o orçamento das famílias neste ano, registrando um aumento de 9% no acumulado dos dois primeiros meses do ano.
