Prefeito de Caxias do Sul anuncia veto ao aumento do vale-alimentação da Câmara

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Prefeito de Caxias do Sul anuncia veto ao aumento do vale-alimentação dos servidores municipais.

O prefeito de Caxias do Sul, Adiló Didomenico, anunciou que irá vetar o projeto que propõe o aumento do vale-alimentação dos servidores municipais, que passaria de R$ 949,52 para R$ 1.899 mensais. A declaração foi feita durante uma entrevista no programa Bom Dia Trabalhador, na Rádio Viva 94.5 FM.

Atualmente, o valor do vale-alimentação pago pela Prefeitura é de aproximadamente R$ 847, o que gera uma disparidade em relação ao valor praticado pela Câmara de Vereadores. Em 2025, a Prefeitura havia firmado um acordo com o Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv) que previa a equiparação do benefício em 2026, com a devida reposição inflacionária, já contemplada na Lei Orçamentária Anual (LOA). O aumento agora proposto pelos vereadores ultrapassa esse planejamento.

O reajuste aprovado não possui respaldo legal ou orçamentário dentro da LOA. Se fosse implementado para os servidores municipais, o impacto financeiro seria significativo, estimado entre R$ 7 milhões e R$ 7,3 milhões por mês, totalizando cerca de R$ 80 milhões anuais.

Outros projetos também serão vetados

Além do vale-alimentação, o prefeito informou que também pretende vetar o reajuste salarial dos servidores da Câmara, que inclui um aumento de 0,5% além do acordado com o sindicato, abrangendo também aposentados. Ambos os vetos estão sendo fundamentados em um parecer jurídico elaborado pela Procuradoria do Município e pela assessoria jurídica da Câmara.

Adiló mencionou que o prazo legal para a sanção ou veto é de 15 dias, com a data limite até 21 de janeiro. Apesar da pressão política para a sanção imediata dos projetos, ele garantiu que irá sancionar os demais projetos aprovados, juntamente com os vetos dos considerados irregulares, possivelmente nos próximos dias.

Ajustes na máquina pública e responsabilidade fiscal

O prefeito destacou que a administração municipal tem promovido mudanças para otimizar a máquina pública, mencionando ajustes recentes em estruturas administrativas e iniciativas para reduzir custos futuros.

Ele também ressaltou que, somente em dezembro, um grupo de 15 servidores aposentados gerou um custo de R$ 8 milhões devido a licenças-prêmio e férias acumuladas, evidenciando a necessidade de correções para assegurar a viabilidade financeira do município a longo prazo.

“Estou pagando um preço político alto, mas é uma responsabilidade com o futuro de Caxias do Sul e com o próximo prefeito”, afirmou.

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