Prefeito e vice de Macapá são afastados e investigados pela PF a pedido de Flávio Dino
Prefeito e vice de Macapá afastados por investigação de fraude em licitação
Na manhã desta quarta-feira, o prefeito de Macapá, Dr. Furlan, e o vice-prefeito, Mario Neto, foram afastados de seus cargos por 60 dias. A decisão foi tomada pela Polícia Federal a pedido do ministro Flávio Dino, do STF.
A investigação apura suspeitas de um esquema de fraude em licitações relacionadas a contratos da Secretaria Municipal de Saúde de Macapá. Além dos dois, também foram alvos a secretária municipal de Saúde e o presidente da Comissão Especial de Licitação.
Em resposta ao afastamento, Dr. Furlan fez uma declaração em suas redes sociais, sugerindo que a medida é uma perseguição política. Ele se posicionou como pré-candidato ao governo do Amapá, afirmando que os acontecimentos refletem “ataques e perseguições” contra sua administração.
Furlan declarou que sua candidatura é um compromisso com a população, destacando a importância de trabalhar em prol do estado e do povo de Macapá. Ele expressou confiança em vencer as adversidades que surgem com a investigação.
A defesa dos envolvidos ainda não se manifestou publicamente sobre a situação. A Polícia Federal realizou buscas em endereços relacionados ao prefeito e aos servidores, além de sócios da empresa Santa Rita Engenharia, que está no centro das investigações.
As suspeitas indicam a existência de um esquema criminoso envolvendo agentes públicos e empresários, que teriam manipulado licitações, desviado recursos e lavado dinheiro. O foco das apurações é o projeto de engenharia para a construção do Hospital Geral Municipal de Macapá.
Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em várias cidades, incluindo Macapá, Belém e Natal. A investigação envolve recursos federais que foram transferidos ao município entre 2020 e 2024, totalizando cerca de R$ 128,9 milhões, com parte destinada ao hospital.
A Polícia Federal aponta que a licitação para a obra, avaliada em R$ 69,3 milhões, pode ter sido direcionada para favorecer a empresa Santa Rita Engenharia. Perícias indicaram irregularidades que comprometem a competitividade do processo licitatório.
Além disso, foram identificadas movimentações financeiras atípicas após a assinatura do contrato, com saques em espécie que somam milhões. As diligências sugerem possíveis vínculos entre essas transações e pessoas próximas ao prefeito.
A decisão judicial também incluiu a quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados, além da suspensão da participação da Santa Rita Engenharia em licitações no estado do Amapá durante o período da investigação.
