Prefeitura do Rio adota modelo de Nova York para Força Municipal armada

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Nova Força Municipal do Rio de Janeiro busca inspiração em modelo de segurança de Nova York.

Em visita ao Rio de Janeiro, o chefe de Departamento da Polícia da Cidade de Nova York, Michael J. LiPetri, destacou a importância do monitoramento remoto e da análise de dados para enfrentar os desafios de segurança pública. A prefeitura carioca considera a cidade americana um exemplo para a formação da nova Força Municipal, uma divisão de elite da Guarda Municipal que começará suas atividades em breve.

LiPetri teve a oportunidade de conhecer a Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (CIVITAS Rio), onde compartilhou experiências com o prefeito Eduardo Paes. O modelo de segurança de Nova York, que inclui o uso intensivo de dados, foi apresentado como uma estratégia eficaz para a redução da criminalidade.

O chefe do departamento mencionou que, em Nova York, a colaboração entre cientistas de dados e comandantes policiais é fundamental. Essa parceria permite mapear a cidade e prever a ocorrência de crimes. Ele exemplificou que a análise de dados revelou que os fins de semana são os períodos mais violentos, levando à decisão de aumentar a presença policial nessas noites para garantir a segurança da população.

A prefeitura do Rio de Janeiro se inspira no CompStat, uma ferramenta desenvolvida nos anos 1990 para a gestão de segurança baseada em dados. O novo Sistema de Segurança Municipal (SSM) terá 22 áreas prioritárias de monitoramento, visando mapear as regiões com maior incidência criminal e realizar reuniões semanais para análise de resultados e alocação de efetivo.

O secretário de Segurança Urbana, Breno Carnevale, afirmou que a nova força terá como foco o combate a furtos e roubos, crimes que impactam diretamente a vida da população. A Força Municipal atuará de forma complementar, sem sobrepor as funções da Polícia Civil e da Polícia Militar.

Os agentes da nova força estarão equipados com câmeras corporais e GPS em tempo real, sendo monitorados pelo Centro de Operações da Prefeitura. O prefeito Eduardo Paes ressaltou que a atuação da Força Municipal será pautada por planejamento e gestão baseada em indicadores, permitindo ajustes rápidos nas estratégias de segurança.

Carnevale destacou que os agentes passaram por mais de 500 horas de treinamento, abrangendo aspectos teóricos e práticos, para garantir que estejam preparados para atuar nas ruas com eficácia.

Entretanto, a nova força enfrenta preocupações quanto à integração e colaboração com as forças de segurança estaduais, considerando o histórico de tensões entre as duas esferas. O prefeito garantiu que a integração com a Polícia Militar e a Secretaria de Segurança do Estado está em andamento e que as forças trabalharão em conjunto, independentemente das questões políticas.

A proposta da nova Força Municipal não foi isenta de críticas. Algumas vereadoras expressaram preocupações de que a presença de uma nova força armada poderia aumentar a insegurança, especialmente para grupos sociais vulneráveis, como camelôs e educadores, que já enfrentam desafios relacionados à violência.

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