Produções brasileiras ficam sem prêmios no Bafta 2026
Produções brasileiras não conquistam prêmios no BAFTA 2026, mas destacam-se em diversas categorias.
As produções brasileiras “O Agente Secreto” e “Apocalipse nos Trópicos” foram indicadas em quatro categorias no BAFTA 2026, mas não conseguiram levar os prêmios para casa. “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, estava na disputa por melhor roteiro original e melhor filme de língua não inglesa. Por sua vez, “Apocalipse nos Trópicos”, de Petra Costa, concorria ao prêmio de melhor documentário. Adolpho Veloso também representou o Brasil na categoria de melhor fotografia por seu trabalho em “Sonhos de Trem”, uma produção norte-americana.
A cerimônia de premiação ocorreu no Royal Festival Hall, localizado no Southbank Centre, em Londres. O BAFTA é reconhecido como o principal prêmio do cinema britânico, destacando as melhores produções do ano.
No que diz respeito à categoria de roteiro original, o prêmio foi conquistado pelo filme “Os Pecadores”, que competiu com outras produções como “I Swear”, “Marty Supreme” e “Valor Sentimental”. Na categoria de melhor filme de língua não inglesa, “Valor Sentimental” saiu vitorioso, superando concorrentes como “Foi Apenas um Acidente” (Irã), “Sirât” (Espanha e França) e “A Voz de Hind Rajab” (Tunísia).
O prêmio de melhor documentário foi para “Mr. Nobody Against Putin”, que examina a militarização e a propaganda pró-guerra nas escolas da Rússia após a invasão da Ucrânia. Outros documentários indicados incluíram “2000 Meters to Andriivka”, “Seymour Hersh: Em Busca da Verdade” e “A Vizinha Perfeita”.
“O Agente Secreto”
O longa-metragem “O Agente Secreto” teve sua estreia no Festival de Cannes em maio de 2025, onde Kleber Mendonça Filho foi premiado como melhor diretor e Wagner Moura recebeu o prêmio de melhor ator. O filme já conquistou prêmios de associações de críticos nos Estados Unidos, incluindo o New York Film Critics Circle (NYFCC), e foi reconhecido como melhor filme internacional no Critics Choice Awards 2026 e no Globo de Ouro 2026.
Ambientado em 1977, o filme aborda o contexto da ditadura militar no Brasil (1964–1985). A trama segue Marcelo (ou Armando), interpretado por Wagner Moura, um ex-professor universitário que busca recomeçar sua vida após um conflito com um empresário ligado ao governo. Ao retornar a Recife, ele se depara com uma realidade que difere de suas expectativas.
“Apocalipse nos Trópicos”
O documentário “Apocalipse nos Trópicos” explora a crescente influência do movimento evangélico nas decisões políticas e na democracia brasileira nos últimos anos. A obra destaca figuras como o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, para exemplificar a intersecção entre religião e política no país.
Petra Costa, diretora do documentário, já havia sido indicada ao Oscar com “Democracia em Vertigem” (2019), que analisa o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Adolpho Veloso
Adolpho Veloso foi indicado ao prêmio de melhor fotografia por seu trabalho em “Sonhos de Trem”, mas o troféu foi concedido a “Uma Batalha Após a Outra”.
