Produtora relata angústia após perder 48 vacas leiteiras em 36 horas no Rio Grande do Sul
Família de produtores rurais enfrenta tragédia com perda de 48 vacas leiteiras.
A recente tragédia de uma família de produtores rurais em Novo Xingu, no Rio Grande do Sul, chocou a comunidade local. Em um intervalo de apenas 36 horas, 48 vacas leiteiras em lactação morreram, resultando em um impacto devastador para os responsáveis pela propriedade.
A produtora Ana Paula Winter expressou seu desespero: “Mais de 30 anos de trabalho, dedicação, história e amor perdidos em menos de 36 horas.” Essa situação gerou uma onda de solidariedade e apoio entre os vizinhos e amigos da família.
Com a intenção de ajudar, a comunidade formou um grupo de apoio com 11 pessoas. Entre as ações, destacam-se a realização de um Pix solidário e uma vaquinha virtual para arrecadar fundos para a aquisição de novos animais e o pagamento de dívidas geradas pela perda. Além disso, uma campanha de doação de animais foi organizada para auxiliar na reestruturação do rebanho.
As causas da morte dos animais foram atribuídas à intoxicação na pastagem, provocada pelo acúmulo de nitritos e nitratos. A falta de luz afetou a fotossíntese das plantas, comprometendo a metabolização dessas substâncias e resultando na formação de compostos tóxicos. Com isso, a família enfrentou um prejuízo estimado em cerca de R$ 600 mil.
Além da perda financeira, a produção de leite da propriedade foi totalmente interrompida. Antes do ocorrido, a fazenda produzia aproximadamente 1.200 litros de leite por dia, o que representava a principal fonte de renda da família. “Foram dias muito angustiantes. A infraestrutura continua lá, mas a rotina mudou completamente. Passamos pelos espaços e sentimos a ausência dos animais”, comentou Ana.
Graças ao apoio da comunidade, a família Winter iniciou a retomada das atividades no início de fevereiro, ao receber 23 animais doados, entre vacas em lactação e novilhas. Parte do rebanho já começou a produzir, e as expectativas são de aumento na produção nos próximos meses. Ana ressaltou a importância da mobilização comunitária para sua recuperação.
“A chegada dos animais reacendeu nossa confiança. Faltam palavras para agradecer todo o apoio recebido.”
