Projeto lança cordão roxo para identificação de pessoas com Alzheimer

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Deputada propõe símbolo nacional para identificação de pessoas com Alzheimer.

A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) apresentou um projeto de lei que visa criar um símbolo nacional de identificação para pessoas diagnosticadas com Alzheimer. A proposta sugere o uso de um cordão de fita roxa, que servirá como sinalização voluntária da condição em ambientes públicos e privados.

O projeto altera a Lei 11.736, de 2008, que estabeleceu o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer. De acordo com a proposta, o uso do cordão será opcional e não poderá ser exigido como condição para o exercício de direitos assegurados por lei.

A utilização do símbolo não substituirá a necessidade de apresentação de documentos médicos quando for necessário para acessar benefícios ou serviços específicos. Essa medida visa garantir que os direitos dos pacientes sejam respeitados, ao mesmo tempo em que promove a conscientização sobre a doença.

Na justificativa do projeto, a deputada destaca que o envelhecimento da população brasileira tem aumentado a incidência de Alzheimer, uma condição neurodegenerativa e progressiva. A falta de reconhecimento social frequentemente resulta em constrangimentos e conflitos entre pacientes e cuidadores.

O texto ressalta que as alterações comportamentais e cognitivas associadas ao Alzheimer, como perda de memória e mudanças no julgamento, podem ser mal interpretadas como desrespeito. Isso reforça a necessidade de uma identificação que ajude a sociedade a compreender melhor essas situações.

“Esses episódios, amplamente relatados por familiares e cuidadores, evidenciam a importância de instrumentos simples de identificação voluntária, capazes de sinalizar à sociedade que determinados comportamentos decorrem de uma condição de saúde, e não de intenção ofensiva. O reconhecimento prévio da situação contribui para reduzir conflitos, favorecer abordagens mais empáticas e garantir atendimento mais adequado e humanizado.”

A proposta se inspira em iniciativas semelhantes, como o cordão de girassol, que é utilizado para identificar deficiências não aparentes. O objetivo é ampliar a conscientização sobre a doença de Alzheimer e criar ambientes mais seguros e inclusivos para pessoas diagnosticadas e seus familiares.

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