Protesto em São Paulo reúne Flávio, Nikolas, Caiado e Zema contra Lula e STF

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Milhares de manifestantes bolsonaristas se mobilizam em diversas cidades do Brasil contra Lula e o STF.

As manifestações convocadas por lideranças bolsonaristas neste domingo, 1º de março, reuniram milhares de apoiadores em ao menos 20 cidades do Brasil, com a Avenida Paulista, em São Paulo, se destacando como o principal palco da oposição ao presidente Lula e ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste início de 2026.

Com o lema “Fora Lula, Moraes e Toffoli”, o ato representou a primeira grande mobilização nacional do campo bolsonarista após o anúncio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República, com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A manifestação também enfatizou a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e o enfrentamento ao STF como pontos centrais da retórica da direita.

Na capital paulista, a Avenida Paulista estava repleta de manifestantes por volta das 15h, com cartazes exigindo a saída de Moraes, clamando pela liberdade de Bolsonaro e criticando decisões da Corte. Bandeiras do Brasil e bonecos infláveis de Lula e ministros do STF estavam presentes, refletindo a atmosfera de contestação.

Os atos foram organizados pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e pelo pastor Silas Malafaia. Além de Flávio, outros dois pré-candidatos à sucessão de Lula também marcaram presença: os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).

Não houve estimativa oficial de público até o fechamento desta reportagem.

Flávio assume protagonismo

Flávio Bolsonaro, o último a discursar, adotou um tom cauteloso, defendendo o impeachment de ministros do STF, mas evitando ataques diretos. Ele posicionou seu discurso como uma defesa institucional, afirmando que a maioria no Senado ainda não permite a concretização de pedidos de impeachment.

Flávio destacou a importância do STF para a democracia, mas alegou que suas decisões individuais estão comprometendo essa mesma democracia em nome de uma suposta defesa.

Ele também ressaltou a presença de Caiado e Zema como um sinal de que o ato não era meramente eleitoral, mas deixou claro seu desejo de suceder Lula, mencionando uma conversa com seu pai sobre a ascensão ao Planalto em 2027.

Essa abordagem reflete uma estratégia interna do PL para moderar o discurso em relação ao STF, ao mesmo tempo em que se prepara para a disputa eleitoral de 2026, especialmente no Senado, considerado crucial para eventuais pedidos de impeachment.

Flávio compareceu ao ato usando um colete à prova de balas, simbolizando a tensão política e sua imagem de liderança sob ameaça.

Nikolas radicaliza o discurso

Enquanto Flávio buscou moderação, Nikolas Ferreira adotou uma retórica agressiva, afirmando que o destino de Alexandre de Moraes seria a prisão, não o impeachment. Ele acusou Moraes de ultrapassar suas atribuições e fez menção ao julgamento dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

A postura de Nikolas mantém a base mais radical do bolsonarismo mobilizada, mas também revela uma tensão entre a estratégia eleitoral moderada e o discurso de confronto direto.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos, também participou do ato por videochamada, reforçando a conexão com o movimento.

Malafaia e o embate com o inquérito das fake news

O pastor Silas Malafaia fez um discurso contundente contra o STF, criticando o inquérito das fake news e insinuando conflito de interesses envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, sem apresentar evidências concretas.

Governadores sinalizam 2026

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, fez uma declaração explícita sobre anistia, indicando que essa se tornou um compromisso programático de setores da direita. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou os “intocáveis em Brasília” sem citar nomes diretamente.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, comentou sobre a pré-candidatura de Flávio, enquanto o governador Tarcísio de Freitas não compareceu devido a compromissos internacionais.

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